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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A SAÚDE DOS OLHOS DO IDOSO



A partir dos 40 anos de idade há maior probabilidade da ocorrência de problemas visuais, o que aumenta muito a partir dos 60 anos. A partir dos 80 anos são bem comuns as alterações degenerativas. O ideal é que todos façam, regularmente, uma avaliação oftalmológica, o que deve ser intensificado no idoso. A maior atenção ao idoso é decorrente de comumente apresentar hipertensão arterial e diabetes mellitus, que podem levar a alterações oculares importantes. A retinopatia diabética pode levar à cegueira, por isso a necessidade da avaliação médica freqüente, tanto para o controle do nível de açúcar no sangue, quanto para avaliação oftalmológica. O glaucoma (pressão aumentada dentro do olho) é uma outra condição importante, que pode levar à cegueira e que deve ser tratada diariamente com colírio e receber avaliação médica freqüente para a medida da pressão intra-ocular.
No idoso, normalmente aparece a catarata, que é uma condição passível de correção cirúrgica, com restabelecimento da visão, caso seja realizada em tempo adequado. A degeneração macular pode ocorrer em torno dos 80 anos de idade, representando degeneração da área mais central e mais vital da retina, levando a importante perda visual. Os erros de refração são comuns, como miopia (dificuldade para enxergar de longe) e hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto). Os óculos devem ser regularmente revisados, principalmente naqueles pacientes que apresentam hipertensão arterial e diabetes mellitus. Nos diabéticos é fundamental que se mantenha o adequado controle dos níveis glicêmicos, já que a retinopatia diabética, decorrente desse descontrole, pode causar grandes danos visuais irreversíveis ou ainda cegueira.
Todo idoso deve procurar avaliação oftalmológica , principalmente aqueles que apresentam hipertensão arterial, diabetes mellitus, histórico de glaucoma na família. Também aqueles que passam a apresentar déficit visual que não tinham ou piora do quadro em acompanhamento. O controle oftalmológico é essencial para se preservar a saúde visual e se evitar outros problemas, como aqueles oriundos de quedas favorecidas por distúrbios visuais. Consulte um oftalmologista regularmente. Revise os óculos regularmente. Mantenha sob controle seus níveis de pressão arterial e de glicose no sangue. Cuide de sua saúde.


domingo, 21 de agosto de 2011

EXAME DE SANGUE - DOSAGEM DE GLICOSE


Outros nomes: açúcar no sangue, glicemia, glicemia de jejum, glicose no sangue.

A glicose é um açúcar simples que serve como a principal fonte da energia para o corpo. Os carboidratos que nós comemos são quebrados na forma de glicose (e alguns outros açúcares simples), absorvidos pelo intestino delgado e distribuídos por todo o corpo pela corrente sanguínea. A maioria das células do corpo necessita de glicose para a produção de energia; o cérebro e as células do sistema nervoso são as mais exigentes.
O uso da glicose pelo corpo depende da disponibilidade de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. A insulina age transportando a glicose para dentro das células, estimulando o organismo a armazenar o excesso de glicose na forma de glicogênio (para o armazenamento a curto prazo) e/ou como triglicérides em células gordurosas. Os seres humanos não podem viver sem glicose ou insulina, e estas duas substâncias devem existir no organismo de forma balanceada.
Normalmente, o nível de glicose no sangue eleva-se ligeiramente após uma refeição e a insulina é então secretada para abaixá-lo. A quantidade de insulina liberada é proporcional ao tamanho e à quantidade de açucares da refeição. Se a taxa de glicose no sangue ficar muito baixa, como pode ocorrer entre refeições ou após um exercício físico mais forte, o glucagon (um outro hormônio do pâncreas) é secretado na corrente sanguínea, para comunicar ao fígado para transformar parte do glicogênio armazenado em glicose novamente, elevando, assim, os níveis de glicose circulante. Se o mecanismo de feedback da glicose/insulina estiver trabalhando corretamente, a quantidade de glicose no sangue permanecerá razoavelmente estável. Se o equilíbrio for rompido e os níveis de glicose no sangue se elevarem, o corpo tenta restaurar a estabilidade, aumentando a produção de insulina e excretando glicose pela urina.
A hiperglicemia ou a hipoglicemia severas podem ameaçar a vida, causando falência de órgãos, danos no cérebro, levando ao coma, e em casos extremos, à morte. Os níveis crônicos elevados de glicose no sangue podem causar danos progressivos aos órgãos do corpo tais como rins, olhos, coração, vasos sanguíneos e nervos. A hipoglicemia crônica pode levar a danos no cérebro e nos nervos. Algumas mulheres podem desenvolver a hiperglicemia durante a gravidez e esta pode levar ao diabetes gestacional. Se não tratado pode fazer com que estas mães dêem a luz a bebês acima do peso e que podem ter níveis baixos de glicose. As mulheres que tiveram diabetes gestacional podem desenvolver, ou não, o diabetes futuramente.
O objetivo do teste é determinar se o nível de glicose no sangue está dentro dos parâmetros saudáveis, fornecendo, desta forma, dados para investigação, diagnóstico e monitoramento da hiperglicemia (glicose elevada no sangue), hipoglicemia (glicose diminuída no sangue), diabetes e pré-diabetes.
A dosagem de glicose é importante para o diagnóstico ou controle do tratamento do diabetes mellitus.
Uma pequena amostra de sangue é retirada de uma veia no braço, ou para o auto-exame, pode-se coletar uma gota de sangue através de uma picada na pele. É recomendado que os indivíduos estejam em jejum de no mínimo 8 horas para realizar o teste.

•    Valores menores que 100 mg/dl são normais
•    Valores entre 100 e 125 mg/dl são considerados pré-diabetes.
•    Valores acima de 126 mg/dl são compatíveis com diabetes (deve ser sempre repetido para confirmação do diagnóstico)

Os pacientes diabéticos devem monitorar seus próprios níveis de glicose sanguínea, em alguns casos, diversas vezes ao dia, para determinar quais os valores da glicemia e assim, avaliar qual a medicação oral ou insulina serão necessários. Isto é realizado, geralmente, colocando-se uma gota de sangue em uma tira padrão e introduzindo-a em uma pequena máquina, que fará a leitura digital da glicemia daquele paciente.

O exame de glicemia também pode ser requisitado para ajudar no diagnóstico do diabetes, quando alguém tem sintomas de hiperglicemia, como: aumento da sede; aumento da quantidade de urina; cansaço; visão borrada; feridas de cicatrização lenta.
Ou quando a pessoa apresenta sintomas de hipoglicemia, tais como sudorese; fome; tremores; ansiedade; confusão mental; visão borrada.
O exame da glicemia é feito também em ambientes de emergência para determinar se o nível de glicose no sangue está baixo ou elevado, podendo contribuir para sintomas como desmaios ou inconsciência.
Níveis elevados de glicose indicam, mais freqüentemente, diabetes, mas muitas outras doenças e circunstâncias podem também causar a elevação da glicemia.
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