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sábado, 11 de fevereiro de 2012

MAUS TRATOS CONTRA IDOSOS




Aposto que muitos cuidadores e familiares estão se perguntando como alguém pode praticar atos que possam resultar em maus tratos para com os idosos! Infelizmente, maus tratos em idosos podem ser mais comuns do que se possa imaginar. E o que é mais dramático: os principais causadores dos maus tratos estão dentro de casa, das instituições asilares ou dos hospitais.
Maus tratos é todo ato, único ou repetitivo, ou até omissão velada, que pode acontecer com a pessoa idosa, onde ocorre dano ou incômodo. Atualmente, uma das formas mais comuns é o abuso financeiro ao idoso. Explico: é exploração imprópria e ilegal ou uso não consentido de seus recursos financeiros. È o uso ilegal e indevido, apropriação indébita da propriedade e dos bens financeiros, falsificação de documentos jurídicos, negação do direito de acesso e controle dos bens, administração indevida do cartão do segurado do INSS. Um fato muito comum é o empréstimo por consignação que é descontado do benefício do INSS. Muitos avôs e avós são obrigados a fazer empréstimos vultuosos, para seus netos e filhos, comprometendo bastante o orçamento familiar.
O abuso psicológico, a violência psicológica e a violência física são os retratos mais tristes e inaceitáveis de maus tratos na terceira idade. O mais aterrador é que o principal agressor é, na maioria das vezes, um familiar! Mandar calar a boca, gritar e ameaçar são alguns dos exemplos de violência psicológica. Já a violência física pode ser expressada tanto pela agressão propriamente dita, como pelo abuso sexual ou pela violência do marido, também idoso.
O descuido (do verbo descuidar: deixar de cuidar) e a negligência também são formas de maltratar os idosos. É a falta ou o esquecimento em providenciar os cuidados vitais ao idoso dependente, tais como a alimentação, os medicamentos, a higiene, a moradia e a proteção econômica devida. Também envolve situações em que não se permita que outras pessoas providenciem os cuidados devidos aos idosos dependentes.
Onde pode ocorrer os maus tratos?
• Na casa do próprio idoso
• Na casa do cuidador
• Na comunidade em que reside
• Nas instituições de longa permanência
• Nos hospitais
Muitas vezes pode acontecer por um gesto impensado, mas também há casos  de ações premeditadas de agredir sistematicamente o idoso. Algumas outras causas, dentro de casa, que podem gerar os maus tratos:
• Relação desgastada na família
• Cansaço excessivo do cuidador
• Incapacidade do cuidador de oferecer cuidado adequado
Nas instituições de longa permanência, os maus tratos ocorrem quando há uma administração deficiente, com capacitação inadequada do pessoal, supervisão de enfermagem deficiente e número insuficiente de pessoal . Para o nosso familiar e cuidador que está lendo estas dicas, oferecemos algumas dicas para ajudar a evitar que isto aconteça em sua casa:
• Em primeiro lugar, reconhecer que o idoso dependente também é cidadão e tem assegurados todos os seus direitos pelo Estatuto do Idoso.
• Entender que maus tratos existem!
• Aprender e buscar ajuda para melhorar o cuidado, dividindo-o com outras pessoas.
• Sempre refletir diariamente sobre seus atos ao cuidar do idoso dependente, procurando alguma falha que esteja ocorrendo, e que no futuro, possa evoluir para uma situação de maus tratos.
• Denunciar maus tratos, seja em casa ou na comunidade.
• Procurar as redes de apoio existentes em sua cidade ou estado, tipo conselhos municipais de idosos, ouvidoria do município, delegacia ou promotoria.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PROCURA POR CUIDADORES DE IDOSOS AUMENTA NO FINAL DO ANO

A boa relação entre idosos e cuidadores
 Chega o final de ano e a procura é maior para plantões de Natal e Ano Novo. Você deixaria um idoso sob os cuidados de outra pessoa?

Milhares de pessoas aproveitam as festas de final de ano para viajar e recarregar as energias para o novo ano que terão pela frente. Para algumas famílias, no entanto, essa decisão envolve muito planejamento e até mesmo frustrações.
Muita gente que tem um familiar idoso acamado ou sem condições de locomoção recorrem aos cuidadores de idosos. Encontram nestes profissionais a opção de contratar alguém que ficará encarregado de todos os cuidados que o idoso exige.
A médica veterinária Renata Costa, 28, conta com o auxílio de cuidadores profissionais há seis meses para cuidar de seu avô. Neste fim de ano a família vai viajar e por decisão do próprio avô ele deve ficar. O idoso de 84 anos e seus cuidadores passarão o ano-novo juntos. “Queríamos levá-lo junto conosco, mas ele bateu o pé e não quer ir. As cuidadoras dele são ótimas e temos muita confiança nelas.”
O mais comum é que os idosos e os cuidadores permaneçam em casa enquanto o restante da família vai viajar. Isso acontece porque os idosos acabam, muitas vezes, apresentando dificuldades de locomoção. Mas também existem casos em que o cuidador vai com a família viajar e todos passam as festas juntos.
A demanda por cuidadores temporários é maior no fim do ano. É um período de muitos compromissos e a ajuda dos cuidadores se faz necessária. Deve-se ressaltar que o cuidador apenas auxilia a família, a função é de ajudar, dar suporte. O cuidador não deve nem de longe ser visto como uma substituição à família. Quando isso acontece, algo está errado de fato.
É comum existir um conflito interno em alguns clientes que se sentem culpados por precisar da ajuda de um desconhecido para cuidar do familiar, mas em alguns casos ter um profissional nessa função pode ser uma maneira de conseguir uma convivência de mais qualidade na família.
É exatamente esse o problema da rotina da pesquisadora e publicitária Beth Castillho, 40. Ela e os pais cuidam da avó há mais de uma década. Faz um ano que a situação ficou mais complicada. “Não podemos deixá-la sozinha nem por um minuto. A relação familiar sofre muito com o desgaste. A qualidade da convivência não é a mesma.”
Ela conta que nas férias consegue dar um descanso para os pais assumindo os cuidados com a avó para que eles possam viajar. “Sempre alguém tem que ficar. Eu não me importo e acho necessário que meus pais saiam e se distraiam um pouco. Passo o ano-novo com minha avó há nove anos porque quero. Foi uma opção minha”, conta.
Para ser cuidador de idoso é preciso em primeiro lugar gostar de idoso, ter comprometimento e dedicação. O melhor mesmo antes de contratar um profissional para o final do ano, é que tenha referências ou que já conheça este profissional, só assim a família vai poder usufruir das férias com conforto, sabendo que seu idoso também está sendo bem tratado.
Assim como qualquer profissional, também é bom respeitar este profissional no que diz respeito ao valor dos plantões, afinal o mesmo deixou a família para se dedicar ao seu idoso. Assim todos ficarão satisfeitos e com certeza terão um excelente final de ano.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

NÃO HÁ IDADE PARA REVIVER UM ANTIGO AMOR


Após os 80, casal se une e revive amor de infância


Noivo irá chegar à igreja ao lado da mãe. Aos 104 anos, ela aprova a união.

Senhora de Oliveira (MG). Ele está com 83 anos. Ela tem 91. Depois de mais de seis décadas de dedicação ao lado de seus companheiros, hoje falecidos, o medo da solidão e a adormecida "paixão de infância" resolveram unir Zé Pedro e dona Nhanhá. O casal é prova que não há idade para viver um novo amor.

Sob a bênção de Sá Vita, 104 anos de vitalidade e lucidez - que conduzirá o filho até o altar -, os noivos celebram o matrimônio no próximo dia 25 de setembro. Católicos, eles voltam ao mesmo cenário onde se casaram pela primeira vez: a Igreja de Nossa Senhora de Oliveira, em Senhora de Oliveira, na região Central do Estado.

A história do casal começou bem perto dali, na comunidade rural de Casinha. Primos, Zé Pedro e dona Nhanhá cresceram juntos e tinham uma grande afinidade desde pequenos. Mas antes do derradeiro encontro, a vida os propiciou uma longa missão.

Nhanhá viveu ao lado de Izaltino Henriques Machado, que morreu em 1999, aos 81 anos. Ela casou-se e foi morar na capital, onde teve três filhos e ajudou na criação de 18 netos, 23 bisnetos e dois trinetos. Já Zé Pedro continuou em Senhora de Oliveira, onde formou uma família com nove filhos, 22 netos e mais 14 bisnetos. Ele foi casado com Maria Stanislau de Paiva, falecida no ano passado aos 77 anos.

Namoro. Há menos de dois meses, Zé Pedro, que hoje mora sozinho e tem a companhia dos netos para passar as noites, falou para a mãe: "Vou buscar a Nhanhá lá em Belo Horizonte para morar comigo". Sá Vita contestou: "Se não casar, não pode!". Daí para frente, os próprios parentes trataram de dar um "empurrãozinho" para formar o novo casal.

Raimunda de Paiva, 62, irmã de Zé Pedro atacou de cupido e contou para Nhanhá as intenções do irmão. No primeiro encontro, o namoro acabou selado naturalmente. "Ele não me pediu em namoro. As meninas é que me falaram. Então disse que ia pensar. Mas a gente começou (a namorar). Acho que vai dar certo", disse a noiva, em meio a uma gargalhada de felicidade.
Com o sorriso estampado, Zé Pedro já pensa longe. "Se eu viver com ela a metade do que eu vivi com a outra, já está bom", brinca. O namorinho segue as tradições do passado. Por enquanto, só mãozinhas dadas e beijo no rosto.

Perfis. Nhanhá é mais contida, fala pouco, uma legítima mineira, que gosta de fazer quitutes. Zé Pedro é mais falastrão. Gosta de contar casos e histórias muito bem explicadas. O serviço, ele não para nunca. Lavrador, marceneiro, pedreiro e carpinteiro são algumas das profissões ao longo da vida.

Hoje, na oficina nos fundos de casa, ele ainda fabrica móveis e conserta objetos. A marca dos anos de trabalho está na mão esquerda, que teve parte dos dedos arrancados por uma serra elétrica.

Para as refeições do dia a dia, os hortaliças são colhidos na horta que ele cultiva em frente à sua casa. Na oficina, ainda tem as máquinas para descascar arroz, moer café e fazer o fubá.

Acontecimento

Casamento é a notícia na pequena cidade
O casamento é considerado histórico na pequena Senhora de Oliveira, cidade de pouco menos de 6.000 habitantes, a 180 km de Belo Horizonte.
Na escola, meus colegas estão me perguntando: ‘seu avô vai casar mesmo?. Conta a neta de Zé Pedro, Juliana de Paiva, 17. Mesmo quem não for convidado, deve dar uma chegada na igreja para testemunhar o quase centenário encontro.

Os preparativos para o casamento têm mobilizado toda a família. Cada um procura ajudar de alguma maneira. Zé Pedro ganha apenas dois salários mínimos de aposentadoria. Dona Nanhá, um só.

Mas, com tantos netos e trinetos na família, a disputa para levar as alianças tem sido grande. A neta Juliana e o neto Diógenes já tiveram o aval de Zé Pedro e vão entrar na igreja, respectivamente, com as flores e a Bíblia.

Dona Nhahá prefere não usar o tradicional branco de noiva. Ela escolheu um vestido verde-claro. Zé Pedro vai deixar de lado os ternos antigos e vai alugar um para a ocasião especial. Enquanto isso, sá Vita – a mãe do noivo conta os dias para a cerimônia. Vou entrar com o Zé Pedro nem que seja carregada”, avisou.
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