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terça-feira, 29 de novembro de 2011

15 cuidados que os idosos devem ter na prática de exercício físico


Cuidados especiais para exercícios bem sucedidos

São muitos os benefícios que a prática regular de exercício físico traz para os idosos, no entanto, existem alguns cuidados que devem ser tidos em conta para evitar dores, desconforto, acidentes, lesões e manter a motivação em alta. A prevenção é, como sempre, o melhor caminho a seguir.
1 - Consultar sempre o médico antes de iniciar qualquer plano de exercício físico.
2 - Começar devagar, principalmente se já não pratica exercício físico há muito tempo .
3 - Nunca deixar de fazer os exercícios de aquecimento e de relaxamento no início e no final de cada sessão de ginástica.
4 - Esperar pelo menos duas horas depois de cada refeição antes de praticar qualquer tipo de exercício físico.
5 - Manter-se hidratado durante qualquer atividade física – o idoso deve beber água antes, durante e depois da cada sessão de ginástica.
6 - Saber praticar corretamente a atividade física e assegurar que esta é, acima de tudo, segura. Se praticar ciclismo deve usar um capacete apropriado, por exemplo.
7 - O idoso deve familiarizar-se com o local onde pratica exercício físico,  para evitar qualquer tipo de acidente ou lesão.
8 - Sempre que praticar exercício físico, o idoso deve vestir roupa larga e confortável, que facilite os movimentos. Se estiver ao ar livre, o vestuário deve ser de cores bem visíveis.
9 - O calçado que o idoso utilizar para praticar exercício físico é muito importante: deve ser apropriado ao tipo de atividade que vai ser praticada; deve ter uma sola lisa, que não escorregue e que não seja nem muito alta, nem muito baixa; deve conter espaço suficiente para mexer bem todos os dedos dos pés e proporcionar o apoio total do calcanhar.
10 - O idoso deve praticar exercício físico ao ar livre sempre que possível, evitando naturalmente as horas de maior calor e frio. Se a sua atividade física decorrer num espaço fechado, deverá ter em atenção a qualidade do ar, principalmente se tiver problemas respiratórios.
11 - Quando o tempo estiver frio ou chuvoso, o idoso pode fazer a sua caminhada habitual dentro de um centro comercial, por exemplo.
12 - Se sentir qualquer um dos seguintes sintomas – tonturas, falta de ar, náuseas, dor ou pressão no peito, braço, ombro ou pescoço; suores frios ou qualquer tipo de dor nas articulações – o idoso deve parar imediatamente.
13 - Se o idoso tiver alguma articulação inchada, vermelha e sensível ao toque, deve evitar qualquer tipo de exercício físico e procurar o médico no caso de os sintomas persistirem.
14 - Se o idoso se sentir doente, com tosse, febre, constipado ou com gripe, deve adiar a ginástica para quando estiver completamente recuperado.
15 - Depois de uma doença ou lesão, um idoso deve recomeçar o seu plano de exercício físico do início e não retomar no ponto em que estava antes da sua paragem.

Uma observação muito importante, se vc é idoso e tem celular, carregue-o sempre com voce, mesmo para caminhar pois para qualquer emergência fica fácil pedir socorro, seja para a família, bombeiro, polícia, etc.
Para facilitar, aprendi e achei muito interessante, grave o telefone da primeira pessoa que deve ser comunicada quando acontecer alguma coisa, e para isso, voce deve escrever duas letras "a" antes do nome para que seja o primeiro a aparecer. Por exemplo, o nome da primeira pessoa que voce quer que seja avisada é CRISTINA, então voce vai gravar no celular AAEMERGÊNCIACRIS , e passará a ser seu primeiro contato.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Homeopatia - A cura pelo semelhante


Entrevista: Dr. Eduardo Barbosa


O médico homeopata Dr. Eduardo Barbosa concedeu entrevista entre uma consulta e outra. Ele recebe em seu consultório crianças, jovens, adultos e idosos e conta que a homeopatia pode cuidar de toda a família. "Estar em contato com todas as gerações de uma mesma família é muito gratificante, além de poder acompanhar a evolução do tratamento", disse.
A homeopatia é, hoje, uma especialidade reconhecida pelos Conselhos Federais de Medicina, Odontologia, Farmacologia e Medicina Veterinária. Ela é baseada no princípio da semelhança, ou seja, uma substância que causa os sintomas de uma doença (doença artificial) pode ser usada em doses mínimas para curar os mesmos sintomas em um indivíduo doente (doença natural), com aqueles mesmos sintomas.
A seguir, Dr. Eduardo mostra como o tratamento homeopático age no paciente, levando em conta suas características físicas e emocionais. O medicamento é individual e bom para aquele doente com aqueles sintomas.

O que significa e o que é homeopatia? 
A palavra homeopatia vem da cura pelo semelhante, das substâncias que são, normalmente, de uma forma de intoxicação da natureza e que provocariam uma doença. A homeopatia utiliza medicamentos de origem vegetal, mineral e animal, e cria através de uma preparação homeopática a diluição e a dinamização dessas substâncias que provocam uma doença. Daí produz o remédio que vai curar aquela doença que a pessoa apresenta semelhante a que produzia na intoxicação. Por exemplo: a bela dona é uma planta que ao ser ingerida provoca febre alta, delírio, alucinação, processo inflamatório e, a homeopatia, vai usar a técnica de preparação para gerar o remédio da bela dona. Então, na homeopatia, sempre existe o nome e a dinamização, o que a difere da ficoterapia. O Brasil é o único país do mundo em que a homeopatia é uma especialidade médica, farmacêutica, odontológica e veterinária, no campo de tratamento. Inclusive, os postos de saúde do Município e Estado têm a homeopatia para atender a população.

Quando e por quem foi pensada a homeopatia?
Por Samuel Hahnemann, em 1817, que estava descontente com a medicina à época e viu que, às vezes, o tratamento levava à morte do paciente. Afastou-se da prática médica e passou a estudar e traduzir livros de medicina. A partir de uma tradução, constatou que a planta quinino produzia os sintomas da malária. Hahnemann diluiu esta planta a fim de atenuar os efeitos e passou a utiliza-la para tratar a malária. Ele observou que o paciente que vinha de longe para buscar o remédio, era curado mais rápido. Ou seja, o medicamento que sofria agitação ao longo da "viagem" do paciente causava um atrito molecular que gerava sucções, além da diluição.

Todo mundo questiona se o tratamento realmente funciona. Por que?
A dúvida vem da falta de informação. Quem tem a vivência com a homeopatia verifica, na prática, seu efeito imediato em situações agudas. Porém, as pessoas procuravam a homeopatia para resolver problemas crônicos e esse tratamento requer mais tempo. Por isso a homeopatia ficou estigmatizada que é lenta.

Quais são os casos mais tratados?
A homeopatia trata de tudo. Ela pode tratar sozinha ou concomitantemente com a alopatia do próprio clínico, que é um homeopata ou um clínico geral, ou mesmo em equipe com outro especialista. Os casos mais comuns são reumatismo, processos alérgicos, imunodepressão (causada pelo uso excessivo de antibióticos), viroses, infecções bacterianas (como na garganta, por exemplo), estresses, hipertensão, gastrite, insônia, tensão pré-menstrual etc.

A fobia social é tratada com antidepressivos, calmantes e terapia. A homeopatia tem condições de substituir os antidepressivos e calmantes? 
A homeopatia da pessoa em si; cada um faz a doença ao seu jeito. São tantos remédios homeopáticos e que para doenças com mesmo diagnóstico, às vezes, existem medicamentos diferentes porque são duas pessoas diferentes.

Existe algum tipo de efeito colateral?
Não.

O tratamento homeopático pode alterar o estado emocional da pessoa?
A homeopatia promove o reequilíbrio emocional e imunológico da pessoa, além do reequilíbrio para ela lidar com a poluição, com o estresse. Ajuda a digerir o estresse para a pessoa não somatizar e trata, também, de situações que já têm lesão, como uma úlcera. O clínico alopata percebe que o estresse é uma causa, mas ele não tem recursos para digerir esse estresse. O homeopata não trata apenas de sintomas; ele busca um diagnóstico bem preciso tanto na esfera emocional quanto na física e encaminha, quando necessário, para a psicoterapia.

Como despertou o seu interesse por este campo da Medicina?
Eu tive a grande sorte de estudar numa universidade que já possuía o curso de homeopatia no próprio curso de graduação. No 3° ano de faculdade eu tive o meu primeiro contato e quis explorar outros recursos de tratamento que a alopatia não tinha.
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