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sábado, 13 de outubro de 2012

IMPORTÂNCIA DOS PRIMEIROS SOCORROS


A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas. O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico.
Além disso, certifique-se de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você. Não se esqueça que um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima.O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime.
Os momentos após um acidente, principalmente as duas primeiras horas são os mais importantes para se garantir a recuperação ou a sobrevivência das pessoas feridas.
Todos os seres humanos são possuidores de um forte espírito de solidariedade e é este sentimento que nos impulsiona para tentar ajudar as pessoas em dificuldades. Nestes trágicos momentos, após os acidentes, muitas vezes entre a vida e a morte, as vítimas são totalmente dependentes do auxílio de terceiros. Acontece que somente o espírito de solidariedade não basta. Para que possamos prestar um socorro de emergência correto e eficiente, precisamos dominar as técnicas de primeiros socorros. Algumas pessoas pensam que na hora de emergência não terão coragem ou habilidade suficiente, mas isso não deve ser motivo para deixar de aprender as técnicas, porque nunca sabemos quando teremos que utilizá-las.
Por isso, pessoas que trabalham com crianças e idosos principalmente, faixas etárias onde ocorrem muitos acidentes , deveria ser exigido um curso de primeiros socorros para que o cuidador tivesse noção de como interceder neste momento crucial.
Lembrando que o socorro deve ser chamado imediatamente, e se vc estiver sózinho com a vítima, primeiro chame o socorro e depois comece os procedimentos que vc aprendeu em seu curso.
Tão importante quanto os próprios primeiros socorros é providenciar o atendimento especializado. Ao informar as autoridades, deve-se ser direto e preciso sobre as condições da(s) vítima(s) e o local da ocorrência.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL DOS IDOSOS



A constipação intestinal, ou simplesmente a prisão de ventre atinge cerca de 20% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e entre os mais queixosos estão as mulheres e os idosos. Para o paciente, ela significa fezes excessivamente duras e pequenas, eliminadas com pouca freqüência e com excessivo esforço. O médico constata que o intestino está preso quando o paciente evacua até duas vezes por semana. Os principais fatores que causam a constipação são a falta de fibra na alimentação, pouca ingestão de água, sedentarismo, limitações nos movimentos dos corpo (seqüelas, reumatismo, velhice) e alimentos que causem o ressecamento das fezes. Além disso, doenças endócrinas (hipotireoidismo), a diabetes e a insuficiência renal crônica podem causar a prisão de ventre. Certos medicamentos como antidepressivos, antitussígenos, analgésicos opiáceos (codeína, morfina), antiparkinsonianos, anti-hipertensivos, antiácidos contendo alumínio e preparados com cálcio também estão entre as causas.
Os sintomas da constipação intestinal são a dor abdominal, particularmente no baixo ventre, distensão sentida ou visível acompanhada de desconforto abdominal localizado ou difuso, eliminação de muco, de sangue e de fezes moles alternadas com duras, raramente febre, acompanhando quadros súbitos e dolorosos, o que também é válido para a concomitância de náuseas e vômitos. Queixas de inquietude, indisposição, alteração do apetite e do humor são comuns, bem como de dor de cabeça.
O diagnóstico é feito de forma variada, mas geralmente pode ser feito com exame clínico simples dependendo das características de cada paciente. O médico dificilmente encontra algo importante ou diagnóstico ao exame físico. Por isso, deve, se possível, consultar um proctologista, que procederá ao toque retal e a retoscopia, pois mais de 50% dos tumores do cólon estão ao alcance desta simples metodologia.
O tratamento consiste em modificar a dose ou tipo de medicamento que contribui para o aparecimento ou piora da constipação, afim de minimizar seus efeitos colaterais, corrigir ao máximo as causas endócrinas, metabólicas, neurológicas, dieteto-alimentares e proctológicas causadoras ou contributivas à dificuldade evacuatória, estimular a ingestão de fibras formadoras e umidificadoras do bolo fecal (granola e farelo de trigo), sugerir o uso de alimentos com propriedades laxativas naturais (são muito usados o mamão e a ameixa preta), aconselhar o uso de um ou mais dentre as diversas classes de laxativos, (sempre com parcimônia) e prescrever procinéticos (estimulantes peristálticos por via sangüínea, deglutidos ou injetados). O uso de supositórios ou enemas (lavagens intestinais) tem indicações importantes.
Métodos cirúrgicos podem ser usados, mas sua indicação é rara, exceto nas lesões obstrutivas e nas anais dolorosas. Lavagens intestinais e supositórios podem ajudar, mas, com freqüência a desimpactação manual sob sedação ou alguma anestesia, se faz necessária. Cabe ressaltar o cuidado médico para evitar o dano ao esfíncter anal, durante essas manobras.
A prevenção é o melhor remédio. Para isso, indica a reeducação alimentar e de hábitos para evacuar com regularidade fezes de consistência macia, a ingestão de concentrados de fibras regularmente e tratamento ou controle de enfermidades subjacentes locais ou sistêmicas, além da revisão dos medicamentos, principalmente, os de uso contínuo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PÉS DIABÉTICOS


Os cuidados que devemos ter com os pés

O diabetes é uma doença que afeta cerca de 16 milhões de brasileiros. Dentre as suas complicações crônicas, que ocorrem mais rapidamente naquelas pessoas que não fazem um controle adequado de seus níveis de glicemia (açúcar) no sangue, está o popularmente conhecido pé diabético. Alguns cuidados simples podem prevenir tal condição e criar a possibilidade de se evitar as amputações de membros em 100% dos casos.

O mais importante para manter nossos passos seguros é saber que o bom controle do diabetes é essencial para a prevenção de suas complicações. As pessoas que têm diabetes durante 10 ou 20 anos começam a apresentar diminuição da circulação arterial e redução da sensibilidade dolorosa e térmica nos membros, a chamada neuropatia diabética. Taxas aumentadas de glicose no sangue por longo período de tempo podem causar esta neuropatia, que é sentida como um formigamento, agulhadas, dor, dormência, queimação ou fraqueza nos membros.

Muitos diabéticos só se dão conta do que está acontecendo quando seus pés ou pernas já apresentam feridas ou, em um estágio mais avançado, infecções no local da ferida. Mas a prevenção é o meio mais eficaz de evitar estes problemas.

A observação e a higienização correta auxiliam na prevenção e diagnóstico precoce das lesões. E alguns cuidados simples podem ser tomados para evitar estes problemas.

Examine seus pés diariamente

Para facilitar este exame dos pés, use um espelho ou peça ajuda. Procure bolhas, feridas, ferimentos, calos, frieiras, cortes, rachaduras e alterações de coloração na pele. Faça o exame sempre em um local bem iluminado, preferencialmente usando luz solar.
E em todas as consultas com seu médico, peça-o para examinar seus pés.

No banho

Mantenha seus pés limpos usando sabonete de glicerina e água morna. Nunca use água quente, pois a diminuição da sensibilidade térmica pode fazer com que você se queime.
Após o banho, seque bem os pés com uma toalha macia, sem esfregar, principalmente entre os dedos e ao redor das unhas. Nunca use secador de cabelos, aquecedores, cobertores térmicos ou lâmpadas para secar os pés. Eles podem queimá-lo sem que você perceba.
Mantenha a pele hidratada, aplicando creme ou loção hidratante. Não aplique em cortes ou ferimentos ou entre os dedos para evitar umidade. O uso de talco não é necessário, mas se você tem o costume de fazê-lo, use em pouca quantidade.
Qual meia devo usar?
As meias sem costura e sem elástico são as melhores para pessoas diabéticas, pois evitam machucados. Prefira usar meias de lã no inverno e meias de algodão no verão. Evite as meias de nylon que dificultam a transpiração e perdem rapidamente a qualidade.

Cuidados com as unhas
Lave e seque bem seus pés e unhas antes de cortá-las.
O ideal é cortá-las com intervalo máximo de 4 semanas e lixar uma vez por semana, utilizando um cortador de unhas adequado ou uma tesoura sem ponta.
O corte deve ser quadrado, deixando ver uma pequena parte branca. Lixe os cantos para mantê-los arredondados. Não descole a unha da base com espátulas, nem corte os cantos arredondados para evitar que sua unha encrave.
Nunca corte calos ou calosidades, nem use calicidas ou abrasivos como lixas ou raladores.
Evite andar descalço, mesmo dentro de casa.

Calçados. Quais os melhores?

O ideal são sapatos fechados, de couro macio, em numeração e altura adequadas e que sejam confortáveis. Os que têm piso anti-derrapante com solado rígido e seguro são uma boa opção, pois dão maior segurança para caminhar. Existem algumas lojas especializadas que oferecem calçados e palmilhas específicos para diabéticos.
Sempre que calçar um sapato, verifique o seu interior para não ferir os pés em pedras, pregos ou outros pequenos objetos. Examine os sapatos com atenção, procurando deformidades nas palmilhas ou costuras.

Evite usar sapatos sem meia

Guarde seus sapatos em ambiente arejado e lave-os sempre que necessário. Deixe secar bem antes de usá-los.
Para os exercícios físicos, você deve escolher um tênis confortável, com sistema de amortecimento de impactos. Reserve um tênis apenas para a prática de esportes.
Abandone o uso de calçados que sejam desconfortáveis ou que causem bolhas ou ferimentos nos seus pés. Invista na prevenção de lesões nos pés, para evitar gastos com tratamentos futuros.
Sapatos de plástico ou de couro sintético aumentam a transpiração nos pés e devem ser evitados.
Chinelos de dedo ou tiras que deixam os pés desprotegidos e deformam com o uso não devem ser usados.

Cuidados com os ferimentos

Quem tem diabetes há vários anos precisa ter em mente que a perda de sensibilidade nos membros pode levar ao aparecimento de ferimentos sem que a pessoa perceba.
Em caso de ferimentos ou acidentes nos pés ou pernas, faça um tratamento imediato. Não espere para “ver se vai melhorar”. Este tempo perdido pode gerar complicações como infecções e dificuldade de cicatrização das feridas.
Os primeiros cuidados a serem tomados são: lave o local do ferimento com água limpa e sabão neutro, cubra com gaze estéril e enfaixe sem apertar. Em seguida, procure um médico.
Não use produtos com iodo ou corantes, não use band-aid ou fita adesiva diretamente na pele.
A presença de febre, vermelhidão no local da ferida, inchaço ou pus nos pés ou pernas são sintomas preocupantes. Procure imediatamente o seu médico e não interrompa o tratamento de diabetes!

Dois amigos dos seus pés

Não fumar e fazer um bom controle de seu nível glicêmico são as duas principais armas para evitar o pé diabético.
Procure ter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos com regularidade, sempre com orientação do seu médico e de um nutricionista. Isto posterga o início do uso de medicamentos para tratar o diabetes e em muitos casos evita o uso de insulina para controlar a doença. O exercício também melhora a circulação arterial.
Já está comprovado que o maior número de casos de amputações de pés e pernas ocorre nos diabéticos que fumam. Como ninguém quer aumentar os seus riscos, assuma com você mesmo o compromisso de parar de fumar.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

HIDRATAÇÃO DA PELE DO IDOSO - DERSANI




Dersani Original é indicado para a prevenção das lesões de pele em geral, sobretudo das úlceras por pressão. Sua fórmula contribui para a manutenção da integridade da pele.
É uma loção oleosa à base de A.G.E. (ácidos graxos essenciais) com vitaminas A e E, que revitaliza e mantém o equilíbrio hídrico da pele, melhorando a sua elasticidade.
Sua composição: Ácido Cáprico, Ácido Caprílico, Ácido Capróico, Ácido Láurico, Ácido Linoléico, Lecitina, Palmitato de Retinol, Acetato de Tocoferol e Alfa-Tocoferol, com isenção de componentes de origem animal e qualquer componente alcoólico.
Todos os componentes são anti-alérgicos. Não possui componentes que agridem a pele ou os ferimentos. Por isso auxilia na manutenção da integridade da pele e na cicatrização mais rápida. É indicado para qualquer ferimento limpo, que não contenha necrose ou corpos estranhos.
É utilizado nos idosos após o banho, como um hidratante.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A PELE DOS IDOSOS - ENVELHECIMENTO CUTÂNEO


Cuidados com a pele são essenciais


A pele dá proteção e regula a temperatura do corpo. É uma barreira protetora impermeável que impede a perda de líquidos e a penetração de substância e de microorganismos. Protege o organismo das radiações ultravioletas do sol e é a sede de reações imunológicas relacionadas com a defesa do organismo.

Na terceira idade todas estas funções da pele decaem tornando-a mais frágil, mais sujeita às agressões do meio ambiente, especialmente no que se diz respeito aos raios solares. A exposição continuada e intensa ao sol acelera o processo de envelhecimento da pele.

A irradiação solar acelera o processo de envelhecimento da pele, podendo produzir queimaduras e desenvolver certos tipos de canceres de pele. Há vários fatores que interferem no processo, que vão desde o tempo de exposição ao sol até o horário do dia , o local geográfico em que se habita e a estação do ano.

A radiação ultravioleta é a mais agressiva à pele e esta ocorre na sua maior parte entre às 11:00 AM e 14:00 PM , mesmo com céu nublado e ao abrigo da sombra.

A luz solar por outro lado, é fundamental para a produção de vitamina D pela pele, o que leva à necessidade de exposição regular ao sol, que evidentemente deve ser moderada.

A perda de água da pele (desidratação) inicia-se por volta dos 25 anos e é acompanhada do desaparecimento de fibras do colágeno, proteínas que são a base da sua elasticidade.

Com isso a pele tende a se tornar enrugada e mais delgada com o tempo. Há diminuição das glândulas sebáceas e sudoríparas tornando a pele mais seca e com menor capacidade de adaptação às variações de temperatura do meio ambiente.

Ocorre também uma diminuição no número de vasos sangüíneos e também da sua função imunológica, o que facilita as infecções. Com a terceira idade ocorre diminuição de folículos pilosos com a conseqüente queda no número de cabelos e pelos. Há diminuição no crescimento das unhas que se tornam mais quebradiças.

Na terceira idade também observa-se o aparecimento de angiomas ou manchas avermelhadas e o crescimento de cistos sebáceos localizados no subcutâneo. No processo de envelhecimento há uma diminuição na produção de pigmentos que dão cor aos cabelos. Este fato gera o embranquecimento capilar que não necessariamente significa idade avançada.

Os distúrbios da pele são facilmente reconhecidos e se apresentam através de erupções, eczemas, manchas, bolhas e vesículas, pústulas, urticária, coceiras, nódulos ou tumores.

O exame da pele feita por pessoa experiente traz informações inestimáveis sobre o estado de saúde do organismo indicando vários diagnósticos. O exame da pele basicamente é o visual, sendo complementado por reações laboratoriais muito simples e pela biopsia.

As doenças da pele são muito comuns em qualquer idade. 

Há inúmeras causas para as manifestações cutâneas que vão desde as alérgicas, até as manifestações cancerosas, passando por irritações devidas a tóxicos, substâncias químicas, medicamentos, raios ultravioletas e infecções. Algumas doenças também apresentam manifestações cutâneas, como por exemplo , o diabetes.

Várias situações de forte emoção também podem levar a manifestações cutâneas. Na terceira idade se destacam as infecções, a escara de decúbito, os tumores de pele e a dermatite ou eczema.

A maioria das doenças de pele são acompanhadas de prurido (coceira) que é um sintoma muito freqüente em qualquer idade sendo comum em diversas doenças que podem atingir o idoso, como ocorre na insuficiência renal (devido ao aumento da uréia) e na icterícia (doenças do fígado e da vesícula, por exemplo).

O diabetes, a anemia e certos distúrbios da tireóide podem também acarretar coceiras pelo corpo. Alguns tumores malignos como os de pulmão e de mama, em geral, provocam uma sensação desagradável, levando o indivíduo a coçar-se em busca de alívio. Situações psicológicas como o estresse podem ser acompanhadas de coceira severa.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Vaidade significa vitalidade para idosos




Rotina de exercícios e cuidados com a saúde, aliada ao desempenho de atividades de lazer e entretenimento, torna a passagem pela “melhor idade” bem mais suave.
A rotina das gêmeas Ana Paulino Galvão e Maria Paulino Galvão, de 82 anos, é de causar inveja a muitos jovens. Elas frequentam academia de ginástica, viajam pelo Brasil e para o exterior, saem com os amigos e não dispensam uma boa dança. A cada cinco anos, celebram a vitalidade e comemoram o aniversário em grande estilo. Na segunda metade da vida, mostram que aceitar os cabelos brancos é uma arte e que a vaidade não está ligada à faixa etária.

“Faço exercícios toda manhã. Pela saúde e pela beleza, que faz parte de todo ser humano. Ninguém quer ser feio, mas chega um momento na vida que o belo passa a ser o que você tem para passar aos demais. A beleza está na maneira de falar, de agir e de mostrar o que você já viveu”, ensina D. Ana. Contrariando o senso comum e despistando a severidade do tempo, as duas senhoras do Piauí vão vivendo e ensinando a viver.
Elas vieram para Cuiabá participar de um encontro da “melhor idade” semana passada. Ultrapassar os 80 anos com tanta energia é uma façanha pouco comum em algumas regiões ocidentais, mas o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Koiti Anzae, mostra que tudo é uma questão de preparo, disciplina e vaidade.
“A vaidade positiva é muito importante. As pessoas têm que se preparar para o envelhecimento. Muitas mulheres fazem plásticas, mas isso pode ser bobagem. Uma hora não vai dar mais e ela vai ter que aceitar. O importante é se cuidar, gostar de si, sem se prender ao status da beleza que é cultivada pela mídia”, diz o especialista em atividades físicas para a terceira idade.
Por mais clichê que possa parecer falar na prática de exercícios físicos, de fato eles são fundamentais para estender a autonomia corporal durante a velhice. Algumas pequenas atividades têm influência direta na rotina de um idoso e podem ajudá-lo a não ficar dependente de terceiros para realizar simples tarefas. “Tem alguns idosos que não têm força nem para levantar o garfo e comer”, aponta Anzae.
O professor universitário afirma que a fraqueza é reflexo do sedentarismo e da falta de exercícios para os músculos. “Malhar não serve apenas para ficar com o corpo sarado. Quem não faz trabalhos para fortalecer a musculatura encontra dificuldades quando a idade avança. Até levantar de uma cadeira fica difícil. O primeiro grau de dependência é ter que se apoiar nas coisas; o segundo, precisar de ajuda dos outros; o terceiro, ser carregado e o último, ficar só deitado”, enumera.
Há ainda outros três aspectos que podem amenizar as limitações naturais do envelhecimento. Manter a mente ativa é um deles. Com as atividades intelectuais, a neurotrofina (proteína encontrada no cérebro relacionada à paixão e à atividade sexual no início de relacionamentos), que liga os hormônios, é estimulada. Sem ela, a incidência da demência, do esquecimento e do mal de Alzheimer são acelerados. Por isso, a prática de xadrez e palavras cruzadas é recomendável.

Os trabalhos aeróbicos são outro fator que mantém a vitalidade. Caminhar, nadar e andar de bicicleta por 30 minutos, três vezes por semana, é importante para a desenvoltura do sistema cardiovascular. As atividades estimulam o envio de oxigênio para o corpo, evitando a morte precoce das células. O último aspecto que vale destacar é o cuidado com as articulações.

A prática de alongamento mantém as articulações flexíveis. Quando os movimentos são executados, o corpo libera o líquido sinovial, que desacelera o enrijecimento das articulações. Assim, agachar-se, vestir-se, usar o toalete sem ajuda e tomar banho passam a ser tarefas possíveis na terceira idade desde que alguns exercícios sejam adotados.
O professor garante que seguindo as orientações é possível chegar à idade das gêmeas com a mesma disposição das duas. “Quem não se atenta para isso paga um preço muito caro na velhice. Não há nada pior do que ficar no canto abandonado. É esse aspecto da vaidade que a sociedade tem que perceber. O cuidado que passa da estética e leva à disposição, à energia e à vitalidade”, orienta Anzae.

domingo, 22 de abril de 2012

Doenças do outono atingem mais crianças e idosos


Os cuidados nessa época do ano precisam ser especiais

 Com a chegada do outono, a temperatura diminui e o tempo fica mais seco. Esses fatores são suficientes para as crianças, principalmente, começarem a reclamar de coceira na garganta, nariz escorrendo e sensação de dores pelo corpo. As doenças comuns nessa época são as gripes, alergias respiratórias, pneumonias, otites, que são as infecções de ouvido, resfriados, sinusites, asma, entre outras.
O médico pediatra Dr. Maurício Schneider alerta para a incidência de casos dessas doenças, “ Começou o período em que estamos registrando muitos casos de doenças virais, e aqueles que mais sofrem são os idosos e as crianças. A indicação recomendada é que deve ser feita a ingestão de líquidos e observar com atenção os doentes com febre e vômito, para evitar o agravamento para doenças mais complexas como pneumonias, por exemplo”, informou o pediatra, acrescentando que para evitar as viroses, as pessoas devem evitar ficar em ambientes fechados.
Dr. Maurício comentou sobre os perigos de se confundir uma gripe forte e dengue, pois os sintomas são muito parecidos, porém são doenças com evolução diferente, na dúvida e em qualquer circunstância, a indicação é procurar um posto de saúde para que sejam feitos os procedimentos necessários .

Principais doenças respiratórias

Resfriado
Inflamação e infecção aguda do nariz e garganta, causadas por vírus. O contágio pode se dar através de tosse, espirro ou contato pessoal com um doente. A baixa resistência do organismo pode predispor ao contágio.
Gripe
Também causada por vírus, a gripe é uma infecção mais grave do que o resfriado. Provoca dores musculares, tosse, corrimento nasal, dor de garganta, febre alta e inflamação das vias respiratórias. É contagiosa e dura em média de quatro a dez dias. Entre as complicações estão a bronquite e a pneumonia.
Laringite
Trata-se de uma inflamação da laringe, geralmente causada por vírus ou bactéria. Os sintomas são febre baixa ou moderada, rouquidão, tosse seca e dor de garganta.
Asma
Doença pulmonar cujos sintomas são chiado e dificuldade para respirar. Geralmente ocorre um estreitamento das vias respiratórias decorrentes da exposição ao fumo, poluentes, ar muito frio ou substâncias que causam alergia, como o pólen, certos alimentos, perfumes e outros.
Bronquite
Inflamação dos brônquios, com maior incidência no inverno. Os sintomas são tosse persistente com expectoração de catarro. Ocorre nas formas aguda ou crônica, sendo que a primeira surge repentinamente e tem curta duração. Os casos de bronquite crônica persistem durante anos. Os sintomas podem ser parecidos com os da asma.
Pneumonia
Doença aguda que pode atingir um ou ambos pulmões, que ficam inflamados. Causa febre, dificuldades para respirar, tosse com expectoração e dores no peito, palidez e comprometimento do estado geral. Geralmente é provocada por vírus ou bactérias.
Bronquiolite
Inflamação dos bronquíolos, de origem viral, apresenta-se com tosse, chiados e dificuldade respiratória. Os sintomas são parecidos com os da asma e acomete as crianças de baixa idade na maioria dos casos.

terça-feira, 13 de março de 2012

COLONOSCOPIA



 A colonoscopia é um procedimento endoscópico que tem o objetivo de examinar todo o intestino grosso e íleo terminal.

Necessita de preparo intestinal realizado com laxantes, dieta e às vezes, lavagens intestinais que provocam diarréia aquosa volumosa.A diarreia provocada pelo preparo diminui e muitos pacientes ficam sem evacuar por 02 a 03 dias após o exame.

O aparelho possui aspirador que retira os resíduos durante a sua passagem. Recomenda-se não tomar nenhuma medicação usada rotineiramente no dia do exame, pois a diarreia provocada pelo preparo, impede a absorção dos medicamentos. Após exame o colonoscopista orientará sobre a utilização dos mesmos.

O paciente é sedado e por isso é necessária a presença de acompanhante maior de idade e capaz, pois a sonolência perdura por até quatro horas após a sedação. Por esse motivo recomenda-se não assumir nenhum tipo de compromisso no dia do exame. Pode-se optar por fazer o exame sem sedação e assim, acompanhar as imagens pelo monitor de vídeo. A documentação é feita através de fotos.O aparelho de colonoscopia além de ser utilizado para diagnóstico, também realiza procedimentos como biopsias e polipectomias, quando indicados.O tempo de duração é, em média, 30 minutos.

Freqüentemente o exame não causa dor. Provoca geralmente desconforto abdominal que cessa após o seu termino, e muitas vezes não é lembrado pelo paciente que está sedado.
As mais graves complicações são: perfuração intestinal e sangramento pós polipectomia. Porem são complicações raras e a literatura relata aproximadamente 0,5% de incidência.
O exame pode ser realizado em crianças e adultos.

Crianças abaixo de 12 anos recomenda-se a realização do exame em ambiente hospitalar e com aparelho infantil.

Adultos com doenças graves descompensadas e com dificuldades de realização do preparo devem faze-lo também em ambiente hospitalar.

O aparelho de colonoscopia não é descartável (não existem aparelhos descartáveis). Após cada exame o colonoscopista procede a desinfecção e esterilização do aparelho conforme normas determinadas pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.Não se utiliza contraste para a realização do exame.

domingo, 4 de março de 2012

Picada de Aranha Marrom - Loxoscelismo


Aranha Marrom (Gênero Loxosceles): perigo doméstico para idosos

Entre as aranhas venenosas existentes no Brasil a aranha marrom, também conhecida como  aranha doméstica,  do gênero Loxosceles, é a mais comum. 
O veneno da aranha marrom causa alterações na pele e alterações sistêmicas, que podem levar a morte e recebe o nome de Loxoscelismo.
O quadro em crianças com menos de seis anos e idosos  debilitados pode evoluir rapidamente representando complicações para a saúde.É mais encontrada na época de verão. É um inseto que não é agressivo, atacando somente para defender-se.
Em virtude do desmatamento e redução dos seus predadores (lagartixa, galinha e sapo), ela adquiriu hábitos urbanos e os acidentes aumentaram. Curitiba, capital do Paraná, é a cidade no Brasil onde há grande número destes acidentes. Em 1986 foram notificados 92 casos, e o aumento foi progressivo, até que no ano 2000 foram notificados 2102 casos, com algumas mortes também registradas.

Comportamento

Estas aranhas não são agressivas e só reagem quando se sentem ameaçadas, causando a picada quando pressionadas contra o corpo. Tanto o macho como a fêmea são venenosos.
A maior incidência do acidente ocorre na primavera e verão.

Habitat
Elas habitam cascas de árvores, fenda de muros, paredes, forros , pilhas de tijolos, entulhos e dentro de roupas, sapatos e camas. Alimentam-se de pequenos insetos, tem atividade maior noturna e reproduzem com facilidade.

Como identificá-las?

Elas tem cor marrom amarelado ou castanho escuro, por isso são chamadas de aranha marrom.Tem o corpo pequeno, 8 a 15mm, pata de 8 a 30mm, pêlos curtos e escassos.
Os machos tem o corpo mais delgado e as patas mais largas.

Como identificar o acidente por aranha marron?
O fato destas aranhas ficarem escondidas nos calçados, roupas e cama facilita o acidente, que é indolor e só após 12 a 14 horas surge edema (inchaço), eritema (vermelhão), dor local em queimação com ou sem prurido(coceira), podendo surgir bolha e necrose(morte do tecido).Edema de mãos, face, pés, longe do local da picada, boca seca, urina escura, oligúria (pouca urina), sonolência e mal estar são sinais de gravidade.
O que fazer?

A primeira medida é procurar um serviço médico e informar se a aranha foi vista próximo ao local do acidente. Como os primeiros sinais e sintomas surgem de 12 a 14 horas após a picada, é comum a procura por assistência médica após este período e dependendo do local e sintomas o tratamento pode ser feito com analgésicos, corticóide, soro antiaracnídeo e internação hospitalar.

Quais os fatores de risco?

Os fatores de maior risco de complicações são:
- crianças e idosos
- pessoas desnutridas
- pessoas em tratamento quimioterápico
- tempo entre o acidente e o atendimento médico
- quantidade do veneno inoculado
- local do corpo atingido, como abdome e coxas
Tratamento

O tratamento é baseado na gravidade da lesão, que por sua vez é avaliado conforme os seguintes critérios: no aspecto da lesão, local do corpo onde ocorreu, tempo de evolução entre o acidente e o atendimento, identificação da aranha marrom, idade do paciente, presença de doenças associadas e sintomas presentes. O veneno da aranha causa necrose da pele (morte do tecido) e pode causar hemorragia de grau leve a grave, complicando com insuficiência renal, anemia aguda e morte
Prevenção

Observar roupas e calçados antes de vesti-los e roupas de cama e banho antes de usá-las.
Remover periodicamente quadros, painéis e objetos pendurados. Vedar frestas, buracos na parede, assoalhos e forros

domingo, 8 de janeiro de 2012

CÂNCER DE PRÓSTATA


A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Fatores de risco 

Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. Quanto mais jovem o homem em quem o câncer for detectado, maior a probabilidade de haver um componente hereditário.

Sintomas de Câncer de próstata

Sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinjam um tamanho considerável.
Diagnóstico de Câncer de próstata
Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.
O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75-80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.
Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares

Prevenção 

Alguns médicos recomendam a realização do toque retal e da dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames. Não existem evidências de que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens que não apresentem sintomas diminua a mortalidade por câncer de próstata.

Manter uma alimentação saudável, não fumar, ser fisicamente ativo e visitar regularmente o médico contribuem para a melhoria da saúde em geral e podem ajudar na prevenção deste câncer.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

IDOSOS: CUIDADOS PARA ENCARAR O VERÃO.




Aproveitar o que o sol e o calor tem de melhor, sem prejudicar a saúde, deve ser o lema deste verão para a população em geral e, sobretudo, para os idosos. Manter o organismo sempre hidratado, evitar a exposição a elevadas temperaturas e usar roupas leves, são os principais conselhos.
Com o verão, sobe a temperatura e há maior probabilidade de os idosos desidratarem, mas este problema é frequente em todas as estações. Várias causas ligadas ao envelhecimento contribuem para que seja frequente a desidratação nos mais velhos. Por isso, é indispensável incentivá-los a beberem água.
Avança a idade e com ela os idosos sentem menos sede e bebem menos água. Esta situação, aliada à redução da capacidade de concentração da urina, às alterações da composição corporal, a uma diminuição da elasticidade da pele (perde-se água por esta via) e à ingestão excessiva de alimentos doces e salgados, devido à redução da capacidade sensorial que leva a uma maior apetência para um consumo abusivo destes alimentos, contribui para haver casos de desidratação.
A exposição excessiva ao sol, a atmosfera seca e o uso de diuréticos são, também, potenciais fatores de risco e é aconselhável que idosos bebam água, mesmo no caso de não sentirem vontade de o fazer.
Uma dieta rica em frutas e hortaliças pode ajudar a prevenir a desidratação nos idosos, mas deve ser acompanhada pela ingestão apropriada de água que é, regra geral, de 2 litros diários. Mas, deve ser evitada a ingestão de frutas e saladas mal lavadas e de alimentos deteriorados pela temperatura, que pode originar complicações gastrointestinais, cuja maior prevalência se verifica no verão. Por isso, recomenda-se que seja feita uma lavagem adequada das hortaliças e frutas e que se conservem os alimentos a uma temperatura fresca.
Já o consumo de água pode aumentar se houver perdas substanciais de água, se estiver muito calor ou em caso de febre. Um excelente indicador que nos mostra se tudo está bem no que se refere à quantidade de água necessária, é a urina, que deverá ser abundante clara e sem cheiro. Mas, avisa que a ingestão excessiva de água pode ser prejudicial, pois se por um lado a capacidade renal não permite de forma tão eficiente a concentração da urina, também há a perda de capacidade pela sua diluição.
A incapacidade total de certos órgãos, devido à desidratação, portanto, pode levar o idoso à morte, mas apenas em casos extremos. Para evitar que isso aconteça, basta tomar certos cuidados na alimentação, ambientação e vestimentas do idoso. Veja algumas dicas abaixo:

- Beber pelo menos dois litros de líquidos por dia (água, suco, isotônicos);
- Usar roupas arejadas (de algodão e com tecidos claros) ;
- Permanecer em ambientes arejados ;
- Tomar banhos para esfriar o corpo ;
- Se o idoso sofrer de alguma doença do sistema nervoso, faça-o tomar pelo menos oito copos de líquido por dia ;
- Usar compressas com água gelada na virilha, axilas e no pescoço para "esfriar o sangue" ;
- Evitar ingestão de bebidas alcoólicas ;
- Devemos dar atenção especial aos idosos que sofrem de demência, pois eles podem ser mais afetados com a desidratação, já que não pedem para beber água e têm mania de se agasalhar.
- Alguns idosos com problemas cognitivos se agasalham muito e isso aumenta a temperatura, principalmente entre os que moram em casa de repouso. Isso aliado a falta de autonomia para beber água, pode causar hipertermia e desidratação.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/como-adaptar-a-casa-para-um-idoso-20091212.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

15 cuidados que os idosos devem ter na prática de exercício físico


Cuidados especiais para exercícios bem sucedidos

São muitos os benefícios que a prática regular de exercício físico traz para os idosos, no entanto, existem alguns cuidados que devem ser tidos em conta para evitar dores, desconforto, acidentes, lesões e manter a motivação em alta. A prevenção é, como sempre, o melhor caminho a seguir.
1 - Consultar sempre o médico antes de iniciar qualquer plano de exercício físico.
2 - Começar devagar, principalmente se já não pratica exercício físico há muito tempo .
3 - Nunca deixar de fazer os exercícios de aquecimento e de relaxamento no início e no final de cada sessão de ginástica.
4 - Esperar pelo menos duas horas depois de cada refeição antes de praticar qualquer tipo de exercício físico.
5 - Manter-se hidratado durante qualquer atividade física – o idoso deve beber água antes, durante e depois da cada sessão de ginástica.
6 - Saber praticar corretamente a atividade física e assegurar que esta é, acima de tudo, segura. Se praticar ciclismo deve usar um capacete apropriado, por exemplo.
7 - O idoso deve familiarizar-se com o local onde pratica exercício físico,  para evitar qualquer tipo de acidente ou lesão.
8 - Sempre que praticar exercício físico, o idoso deve vestir roupa larga e confortável, que facilite os movimentos. Se estiver ao ar livre, o vestuário deve ser de cores bem visíveis.
9 - O calçado que o idoso utilizar para praticar exercício físico é muito importante: deve ser apropriado ao tipo de atividade que vai ser praticada; deve ter uma sola lisa, que não escorregue e que não seja nem muito alta, nem muito baixa; deve conter espaço suficiente para mexer bem todos os dedos dos pés e proporcionar o apoio total do calcanhar.
10 - O idoso deve praticar exercício físico ao ar livre sempre que possível, evitando naturalmente as horas de maior calor e frio. Se a sua atividade física decorrer num espaço fechado, deverá ter em atenção a qualidade do ar, principalmente se tiver problemas respiratórios.
11 - Quando o tempo estiver frio ou chuvoso, o idoso pode fazer a sua caminhada habitual dentro de um centro comercial, por exemplo.
12 - Se sentir qualquer um dos seguintes sintomas – tonturas, falta de ar, náuseas, dor ou pressão no peito, braço, ombro ou pescoço; suores frios ou qualquer tipo de dor nas articulações – o idoso deve parar imediatamente.
13 - Se o idoso tiver alguma articulação inchada, vermelha e sensível ao toque, deve evitar qualquer tipo de exercício físico e procurar o médico no caso de os sintomas persistirem.
14 - Se o idoso se sentir doente, com tosse, febre, constipado ou com gripe, deve adiar a ginástica para quando estiver completamente recuperado.
15 - Depois de uma doença ou lesão, um idoso deve recomeçar o seu plano de exercício físico do início e não retomar no ponto em que estava antes da sua paragem.

Uma observação muito importante, se vc é idoso e tem celular, carregue-o sempre com voce, mesmo para caminhar pois para qualquer emergência fica fácil pedir socorro, seja para a família, bombeiro, polícia, etc.
Para facilitar, aprendi e achei muito interessante, grave o telefone da primeira pessoa que deve ser comunicada quando acontecer alguma coisa, e para isso, voce deve escrever duas letras "a" antes do nome para que seja o primeiro a aparecer. Por exemplo, o nome da primeira pessoa que voce quer que seja avisada é CRISTINA, então voce vai gravar no celular AAEMERGÊNCIACRIS , e passará a ser seu primeiro contato.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ORGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS DO IDOSO


Cuidados especiais evitam acidentes sérios com remédios
Os medicamentos são uma parte integrante da vida dos idosos, permitindo manter sob controle as doenças de que padecem, ajudando-lhes a viver melhor, sem dores ou desconforto. No entanto, por vezes a quantidade de medicamentos que um idoso toma é tão elevada que requer uma organização e administração com cuidados redobrados.
A administração dos medicamentos por parte de um idoso começa nas consultas. De preferência deve ir um acompanhante com o  idoso, para assim saber qual o seu estado de saúde, que medicamentos vai tomar, para que, qual a dose, durante quanto tempo, se existem efeitos secundários, interações com outros medicamentos, se os comprimidos podem ser esmagados ou têm de ser tomados inteiros, ou qualquer outra questão pertinente. Não tenha receio de esclarecer todas as suas dúvidas com o médico.
Sempre que o acompanhante  for à farmácia aviar uma receita, certifique-se que o farmacêutico escreva na caixa do medicamento correspondente as indicações do médico no que diz respeito a dose e a hora da administração, ou faça voce mesmo em casa. Quer leve duas caixas de medicamentos ou dez, confira sempre toda a informação para evitar confusões .
 Em casa é necessário  ter um sistema de organização que possa facilmente assegurar a administração correta da medicação. Há quem opte por utilizar as caixas com divisórias para organizar a administração diária dos medicamentos. Em alternativa, pode usar uma  lista com  todos os medicamentos, para que servem, incluindo uma pequena descrição (comprimido oval azul, comprimido redondo amarelo), a hora da administração. Pode também utilizar potinhos plásticos com tampa e uma etiqueta descrevendo o nome da medicação e horário que deve ser administrada ( café da manhã, almoço, lanche, jantar).
Independentemente do sistema que utiliza para organizar os medicamentos do idoso, guarde sempre todas as caixas dos medicamentos em local seguro. É interessante fazer anotações sobre algum problema que tenha ocorrido com alguma medicação, como exemplo, tonteira, dor de cabeça, etc, para que possa passar para o médico.
Para termos um tratamento bem sucedido os medicamentos devem ser  tomados à mesma hora todos os dias. Se optou por organizar os medicamentos em caixas apropriadas ou potinhos, estes já podem estar divididos para a hora das diferentes refeições – mantenha a caixa junto do lugar da mesa onde o idoso normalmente almoça/janta para evitar o esquecimento. Programar  o despertador para lembrar a hora da administração pode ser outra opção para assegurar que o idoso não falhe no horário de tomar a medicação. Se estiver em casa com o idoso pode administrar o medicamento, caso contrário, informe o idoso a hora do alarme e qual o medicamento tomar. Se esse sistema for muito complicado para o idoso, e caso não esteja em casa, agende um lembrete e ligue para o idoso nessa hora, dizendo-lhe qual o medicamento que deve tomar.
 É típico deixarmos de tomar um medicamento porque nos sentimos melhor ou acharmos que o medicamento pode estar fazendo bem a uma coisa mas mau a outra – e os idosos não são diferentes. Assegure que o idoso respeite a administração diária dos seus medicamentos e evite tomar decisões como diminuir, aumentar ou alterar a dosagem de um medicamento sem antes falar com o médico. Se o idoso toma os mesmos medicamentos há muito tempo, é igualmente importante que, periodicamente, peça ao médico para reanalisar esse tratamento.
 É importante que tenha atenção aos prazos de validade dos diferentes medicamentos que um idoso está tomando. Faça uma limpeza mensal nos medicamentos que tem em casa.

sábado, 19 de novembro de 2011

CONFUSÃO MENTAL DOS IDOSOS



Principal causa da confusão mental
no idoso - Arnaldo Lichtenstein, médico.


Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?
Alguns arriscam:
"Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não".
Outros apostam: "Mal de Alzheimer"
Respondo, novamente: "Não".
A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária;
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira.
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de  tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas:
1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!
2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
"Líquido neles e rápido para um serviço médico".

(*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

domingo, 13 de novembro de 2011

VAMOS APRENDER A BARBEAR NOSSO IDOSO?


Os cuidados com o processo de barbear com técnica

Fazer a barba diariamente não prejudica a pele, desde que você tome cuidados com o corte e com o uso de loção pós-barba de ação cicatrizante. Dependendo da qualidade da lâmina você pode usar até cinco cortes.

A espuma de barbear tipo sabão, aquela antiga espalhada com pincel, pode levar de 1 a 2 minutos para agir. Aí sim você inicia o corte. As fórmulas modernas não necessitam de tempo de espera. Espumas em aerosol, gel de barbear e sabonetes cremosos facilitam a umectação do pelo, agindo imediatamente.

A melhor hora para remover os pelos da barba é logo após o banho, quando o rosto está úmido e a pele macia. Usando o produto escolhido, aplicar sobre a pele úmida, massageando até obter a consistência desejada. Os movimentos da lâmina devem acompanhar o sentido em que os pelos nascem. Evite escanhoar a pele para não agredir ainda mais esta região propensa ao aparecimento de pelos encravados. Lave o rosto com bastante água.

Após a barba

Finalizar a operação de barbear é essencial para proteger e tratar esta área já sensibilizada, além de promover uma rápida cicatrização. Use bálsamos e loções após a barba, pois trazem benefícios de ação refrescante e antioxidante. Tais produtos restabelecem a hidratação natural da pele, protegendo-a das agressões externas. Aplique uma camada uniforme e massageie até completa absorção.

O processo de Barbear

Os pelos são espessos devido à influência dos hormônios masculinos. Após a puberdade, quando se inicia a produção da testosterona, há influência direta no aparecimento dos pelos da barba e bigode. Os pelos podem ser redondos ou ovalados, lisos e encaracolados. Também há diferenças na espessura e, quanto mais denso, mais fácil é haver problemas de encravamento e infecção. O pelo protege a pele e o ato de barbear funciona como uma massagem diária que previne o envelhecimento.

O ato de barbear é um dos mais importantes na rotina do homem. Proporciona uma boa aparência e sensação de bem estar. Porém é um processo agressivo para a pele, principalmente se realizado de maneira inadequada ou com produtos de má qualidade.
Este processo pode levar a uma infecção chamada foliculite persistente. Esta se caracteriza por avermelhamento, dor e formação de pus. A foliculite nada mais é do que a inflamação e infecção do folículo pilo sebáceo devido a encravamento e trauma.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

16 MANEIRAS DE ENVELHECER COM BELEZA


Algumas das dicas que Dayle Haddon oferece no seu livro "Beleza sem idade":

Um guia feminino para manter a beleza e o bem-estar por toda a vida" incluem:
 1. Limpe a pele duas vezes por dia com produtos sem detergente, sabão e perfume (esses produtos irritam a pele seca), hidratando-a bem e realizando esfoliação uma ou duas vezes por semana.
2. Não demore mais que 15 minutos no chuveiro ou na banheira, utilizando água morna (a água quente retira os óleos naturais e proteínas que protegem a pele).
 3.Para hidratar o cabelo, coloque algumas gotas de óleo de oliva ou de amêndoas e deixe durante algum tempo. Para as mãos e os pés, passe um creme emoliente e denso (encontrado nas farmácias, ou use algum gel derivado do petróleo), cobrindo-os com meias grossas e luvas de algodão durante algum tempo.
 4. Evite a exposição à radiação solar, mesmo durante o inverno.
5. Beba de seis a oito copos de água por dia.
6. Pare de fazer dietas e comece a comer refeições nutritivas que oferecem benefícios a longo prazo. Dê preferência a produtos orgânicos frescos, coma regularmente, retire a gordura e escolha alimentos de todos os grupos alimentares.
7. Corte a cafeína (encontrada em bebidas, chocolates e algumas medicações para dor e sinusite) após 3 horas da tarde.
8. Pare de fumar.
9. Encontre maneiras divertidas de praticar exercícios, realizando-os três vezes por semana. Comece a caminhar com os amigos, ande de bicicleta, caiaque, ou faça qualquer coisa de que você goste e que a mantenha em movimento.
10. Durma bem, regularmente.
11. Tome um banho quente - fornecendo sangue do cérebro para a superfície da pele e relaxando os músculos. Além disso, é um momento no qual você pode organizar as suas idéias e sensações do dia.
12. Desligue a televisão e escute música.
 13. Participe de programas voluntários. Ajudar a comunidade dá uma sensação de integração e bem-estar.
14. Medite, ore ou contemple.
15. Crie um grupo de amigas que estimulem umas às outras.
16. Continue aprendendo; entre no curso com o qual você sempre sonhou, volte à escola!

domingo, 11 de setembro de 2011

OS DOIS LADOS DA LONGEVIDADE




As boas notícias da longevidade já conhecemos algumas, pois estamos vivendo mais e com maior expectativa de vida. Não há dúvida de que alcançaremos idades nunca esperadas e vamos cansar-nos de ver idosos de mais de 90 anos em atividade plena.
 O lado difícil da longevidade é que, pela primeira vez na história da humanidade, as pessoas com 65 anos ou mais serão mais numerosas que as menores de 5 anos.
 Na maioria dos países, o número de idosos com direito à aposentadoria, saúde e cuidados especiais vai ultrapassar o número de trabalhadores ativos que sustentam esses benefícios. Esta mudança mundial trará modificações financeiras profundas, pois nem os países mais desenvolvidos já têm uma solução definitiva. Os Governos e a iniciativa privada precisam se unir para criar programas sociais para a população acima dos 65 anos, para prevenir doenças como as demências (Alzheimer) e criar trabalho para esse grupo de idosos ativos.
Não há dúvida de que as despesas médicas com os idosos serão enormes e nem os Governos, nem as empresas conseguirão manter todos protegidos.
Preparar-se para a longevidade é uma atitude madura e sábia.
Nas minhas andanças em Casas de Repouso pude verificar que alguns idosos de 90 anos, são poucos, tem uma vida como se ainda tivessem bem menos idade. Conheci uma senhora, D. Marieta, que subia e descia escadas como uma jovem, uma pena que a falta de sensibilidade da família não permitiu que vissem que ela não poderia ficar em clausura numa Pousada por ainda ter muita vitalidade, e ela foi murchando até a morte.
Em contrapartida, conheço um senhor renomado de 90 anos que a família trata da forma certa, ele não leva uma vida sedentária, participa dos grupos de conversa, adora ouvir as histórias, se alimenta que é uma beleza, e o principal, tem a convivência diária com a família. Isto sim é que é tratar bem o idoso.
Gostaria muito que as famílias fossem mais sensíveis e se colocassem no lugar do idoso antes de tomar qualquer iniciativa. Não sou contra as Casas de Repouso, mas com certeza essa não é a melhor solução para um idoso que tem possibilidade do convívio familiar.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

ASILO OU POUSADA PARA IDOSOS ... QUANDO É CHEGADA A HORA?



Muitas vezes a opção por residir em uma instituição de longa permanência parte do próprio idoso, ou seja, do desejo da pessoa em procurar um local no qual encontre atenção, conforto e, especialmente, atendimento às suas necessidades
básicas. Nesse contexto, a situação econômica é um ponto preponderante para a decisão de morar em um residencial para idosos, além da possibilidade de não precisar realizar as tarefas domésticas.

O adoecimento do idoso que resulte em impossibilidade de realizar as atividades da vida diária, e a necessidade de cuidados especiais, como no caso de dependência absoluta, em que há exigência de alguém para prestar o cuidado contínuo é outro motivo apontado para a internação em uma instituição asilar. O adoecimento e a conseqüente dependência não estão exclusivamente relacionados às questões orgânicas, mas também se referem aos aspectos da cognição, como nas demências em geral. A dependência do idoso e a necessidade de os familiares manterem-se no mercado de trabalho, aliada à dificuldade em encontrar e manter um cuidador formal, que responda pelo atendimento das demandas oriundas da pessoa idosa doente, constitui-se em outro motivo para o encaminhamento desta a uma instituição de longa permanência. Normalmente a família busca, em um primeiro momento, alguém que já tenha conhecimentos e habilidades para prestar os cuidados necessários. Quando não consegue, passa a contratar pessoas que se disponham a realizar esta incumbência. Contudo, quando todas as possibilidades parecem ter sido
esgotadas, a saída encontrada é o asilamento.

Freqüentemente surgem notícias com abordagens que destacam aspectos positivos acerca do viver em locais que abrigam pessoas idosas. Também são ressaltados aspectos negativos, como a existência de maus tratos, estrutura física deficitária e falta de recursos humanos capacitados para atuar com idosos que residem em asilos, particularmente naqueles de natureza pública, os quais dão a entender que esta deve ser uma preocupação constante dos profissionais que estão envolvidos com a problemática, assim como dos familiares das pessoas idosas que passaram a residir em uma instituição asilar.

O atendimento ao idoso deve ser, preferencialmente, na modalidade não asilar, porém naquelas situações em que os idosos não possuem condições que garantam sua própria sobrevivência, sua integridade física e mental, caso não possuam familiares que possam cuidar ou por motivo de doença que impeça o bom convívio com outras pessoas, o recomendado é o asilamento.

Quando uma família procura um asilo como local para seu familiar idoso morar busca, entre outras coisas, um ambiente que ofereça cuidados, companhia, além de um espaço de convivência e socialização entre os moradores. Culturalmente, em nossa sociedade, é esperado que na velhice dos pais, os filhos, mais diretamente, ou os demais integrantes da família, assumam a responsabilidade pelos seus cuidados, provendo-os material e afetivamente de acordo com as condições e as necessidades de cada caso.

Considerando a família como fonte de cuidado, optar pela institucionalização de um de seus membros, neste caso o idoso, a decisão, a priori, reveste-se de uma intenção que visa proporcionar melhores condições de vida, de cuidado e de conforto, mais qualificadas que aquelas que a família pode oferecer.

Em determinadas situações ou períodos, a capacidade da família para o cuidado pode estar comprometida ou fragilizada e, nestas condições, o idoso pode constituir-se num entrave à autonomia dos familiares, seja pelas demandas do cotidiano, que não lhes possibilita conciliar cuidado e atividades de trabalho e do lar, ou pela impossibilidade de, entre os familiares, encontrar um ou mais membros que se disponibilizem e se responsabilizem pelo cuidado do idoso.

A institucionalização, então, é uma das soluções encontradas para o problema.
Deve-se considerar, entretanto, que o estereótipo de que os asilamentos ocorrem em virtude de filhos que querem “se livrar” dos pais idosos e dependentes ou não e que não se adaptam aos “tempos modernos” é uma realidade que prevalece na concepção de muitas pessoas.

A família é um sistema de saúde para seus membros e exerce o papel de cuidadora e supervisora, tanto em situações de saúde quanto de doença, tomando decisões relativas aos caminhos a seguir, acompanhando, avaliando e pedindo ajuda aos profissionais, para que seja feito o melhor para seus idosos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

APARELHO AUDITIVO



Se você tem algum grau de surdez, como milhões de outras pessoas, pode considerar a aquisição de um aparelho auditivo. Porém, antes de fazer isso, é preciso saber se aparelhos auditivos funcionam para o seu caso de perda de audição, e o que procurar quando for comprar.
O aparelho auditivo é um dispositivo eletrônico com um pequeno microfone que amplifica sons. Você precisa ter alguma capacidade de audição para que o aparelho auditivo funcione. E, uma vez que a perda de audição afeta as pessoas de formas diferentes, você precisa do aparelho para surdez apropriado.
Há três principais tipos de perda de audição:
Surdez de transmissão ou de condução: é quando existe uma lesão a nível do ouvido externo ou médio, que impede a transmissão das ondas sonoras. Neste caso existe uma situação de audição reduzida, mas não de surdez. Para que haja surdez é necessário que o próprio nervo auditivo esteja danificado.
 Surdez de recepção ou neurossensorial: é quando existem lesões do ouvido interno ou do nervo auditivo que transmite o impulso ao cérebro. A transmissão das vibrações sonoras é feita normalmente mas a sua transformação em percepção auditiva está perturbada. Existe assim, uma dificuldade na identificação e integração da mensagem.
 Surdez mista: é quando existe, ao mesmo tempo, uma lesão do aparelho de transmissão e de recepção

CUIDADOS COM O APARELHO:
Os aparelhos auditivos modernos são duráveis, fáceis de usar e confiáveis. Entretanto, algumas precauções simples vão garantir que seu aparelho auditivo continue a lhe prestar bons serviços por muito tempo.
1- Evite atrito e impacto. Coloque e retire seu aparelho auditivo sobre uma superfície macia.
2- Proteja-o do calor. Jamais deixe seu aparelho auditivo onde possa ser danificado pela ação do calor extremo. Proteja-o da luz direta do sol (em casa e no carro estacionado) e não o deixe perto de radiadores.
3- Proteja o aparelho auditivo da umidade. Remova-o da orelha antes de banhos, duchas e mergulhos. Não o deixe no banheiro, onde pode sofrer danos causados pela umidade. Seque a transpiração dentro e em volta da orelha regularmente. A umidade e a condensação podem danificar o circuito eletrônico do aparelho auditivo. Recomendamos que o compartimento da pilha seja deixado aberto à noite.
4- Mantenha seu aparelho auditivo fora do alcance das crianças e bichos de estimação. Os cachorros ficam irritados com a microfonia mas são atraídos pelo cheiro do dono. É comum o cachorro mastigá-lo.
5- Evite contato com maquiagem e spray de cabelo. As finas partículas produzidas pela maquiagem e spray de cabelo podem facilmente bloquear a entrada do microfone. Sempre retire seu aparelho auditivo antes de usar esses produtos.
6- Limpe o aparelho auditivo com cuidado, com um pano macio e seco. Álcool, solventes e multiusos podem danificar o circuito eletrônico.
7- Higiene do ouvido. Mantenha sempre o ouvido limpo. Se o aparelho soar fraco, pode ser que a saída de som ou o filtro de cerume estejam bloqueados com cera ou sujeira.
8- Mantenha o aparelho auditivo em local seguro. Quando não estiver usando, mantenha-o sempre no estojo ou no recipiente especial secante (desumidificador). Tire as pilhas se não for usá-lo por algum tempo.
9- Jamais tente consertar o aparelho auditivo, leve-o para avaliação. Chaves de fenda e óleo podem ser fatais para o aparelho auditivo. O simples toque nos componentes eletrônicos ou micro-mecânicos pode causar danos irreparáveis.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ARTRITE E ARTROSE



ARTRITE
O termo artrite é utilizado para definir uma alteração inflamatória que acomete a articulação. Qualquer pessoa seja um atleta profissional, um esportista de fim de semana ou mesmo um indivíduo mais idoso, quando submetido a determinados esforços mais intensos ou mesmo traumáticos, pode desenvolver um quadro inflamatório da articulação que, nesta fase aguda, recebera a denominação de artrite.
A artrite (inflamação da articulação) pode ser sintoma de inúmeras doenças, sendo sempre de vital importância o diagnóstico da doença que originou a inflamação. A artrite dos esportistas, como regra é traumática e deve ser diferenciada daquela das outras doenças reumatológicas, dos processos infecciosos, das doenças microcristalinas e, principalmente, da Artrite Reumatóide, esta sim uma doença específica.
Idosos que apresentam fraqueza muscular, anormalidades neurológicas ou algum tipo de deformidade nas articulações devem evitar exercícios excessivos que sobrecarreguem os membros, prevenindo, assim, o desenvolvimento ou avanço da doença. Exercícios de baixo impacto como natação e hidroginástica geralmente são os mais recomendados.

ARTROSE
A artrose, é a mais comum das doenças reumáticas, acomete tanto homens como mulheres e aumenta sua incidência com a idade. Também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. Ocorre tanto em homens como em mulheres, sendo a mais comum das doenças reumáticas. Mais de 70% das pessoas, acima de 70 anos, tem evidência radiográfica desta doença, mas apenas parte destas desenvolvem sintomas.
Na artrose ocorre o desgaste progressivo da cartilagem das "juntas" (articulações) e uma alteração óssea, os chamados "bicos de papagaio". Fatores hereditários e fatores mecânicos podem estar envolvidos no seu aparecimento.
No início a artrose pode não apresentar sintomas, sendo vista somente através de radiografias. A dor é o principal sintoma, que no início ocorre apenas com a movimentação da articulação afetada e melhora com o repouso, mas que progride para uma dor profunda até mesmo em repouso. Muitas vezes a dor é acompanhada de uma rigidez ao levantar-se pela manhã ou após longo período sentado. Pode ocorrer também diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos.
O tratamento da artrose inclui várias medidas que melhoram a qualidade de vida, como exercícios físicos, repouso, controle do peso e medicamentos para controle da dor.
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