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domingo, 9 de setembro de 2012

ANEURISMA



 Um aneurisma é uma área fraca na parede de um vaso sanguíneo que faz com que o vaso sanguíneo forme uma protuberância ou inche. Quando o aneurisma ocorre em um vaso sanguíneo do cérebro, ele é denominado de aneurisma cerebral.
Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado.
Existem vários tipos diferentes de aneurismas. Um aneurisma sacular pode variar no tamanho, podendo ter desde alguns milímetros até um centímetro. Os aneurismas saculares gigantes podem ter mais de 2 centímetros. Eles são mais comuns em adultos. Os aneurismas saculares múltiplos são herdados com mais frequência do que os outros tipos de aneurismas.
Outros tipos de aneurismas cerebrais consistem no alargamento de um vaso sanguíneo inteiro; ou ainda podem parecer como um "balão" na parte externa de um vaso sanguíneo. Tais aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro. Arterioesclerose, traumas e infecções, que podem lesionar a parede do vaso, podem causar esses aneurismas cerebrais.
Cerca de 5% da população têm algum tipo de aneurisma no cérebro, mas apenas um pequeno número desses aneurismas causam sintomas ou rupturas. Os fatores de risco incluem histórico familiar de aneurismas cerebrais e certos problemas médicos, como doença renal policística, coartação aórtica e pressão alta.
Um exame ocular pode mostrar pressão elevada dentro do cérebro (pressão intracraniana elevada), incluindo inchaço do nervo óptico ou sangramento na retina. Um exame do cérebro e do sistema nervoso (neurológico) pode revelar movimento anormal dos olhos, problemas na fala, na força e na sensibilidade.
Os seguintes testes podem ser usados para diagnosticar aneurisma cerebral e para determinar a causa do sangramento no cérebro:
Angiografia cerebral ou angiografia por tomografia computadorizada espiral da cabeça para revelar a localização e o tamanho do aneurisma
Exame de líquido cefalorraquidiano
Tomografia computadorizada da cabeça
Eletroencefalograma (ECG)
Ressonância magnética da cabeça
Uma pessoa pode ter um aneurisma sem apresentar sintomas. Esse tipo de aneurisma pode ser encontrado quando uma ressonância magnética ou uma tomografia computadorizada são feitas por outro motivo.
Um aneurisma cerebral pode começar a "vazar" uma pequena quantidade de sangue. Isso talvez cause uma dor de cabeça forte que o paciente pode descrever como "a pior dor de cabeça da minha vida". Outra frase para descrever o aneurisma é uma dor de cabeça sentinela. Isso significa que a dor de cabeça pode ser um sinal de aviso de uma ruptura dias ou semanas depois de a dor de cabeça aparecer pela primeira vez.
Os sintomas também podem ocorrer se o aneurisma empurrar estruturas próximas no cérebro ou se romper (ruptura) e causar sangramento no cérebro.
Os sintomas dependem da localização do aneurisma, se ele se rompeu e da parte do cérebro que está sendo comprimida, mas podem incluir:
Visão dupla
Perda da visão
Dores de cabeça
Dores nos olhos
Dores no pescoço
Pescoço rígido
Uma dor de cabeça forte e súbita é um sintoma de que o aneurisma se rompeu. Outros sintomas de rompimento de um aneurisma são:
Confusão, letargia, sonolência ou estupor
Queda da pálpebra
Dores de cabeça acompanhadas de náusea e vômito
Fraqueza muscular ou dificuldade de mobilidade de qualquer parte do corpo
Dormência ou diminuição da sensibilidade de qualquer parte do corpo
Convulsões
Fala prejudicada
Rigidez no pescoço (ocasionalmente)
Alterações na visão (visão dupla, perda de visão)
Observação: o rompimento de um aneurisma é uma emergência médica. Procure ajuda médica imediatamente.
Dois métodos comuns são usados para reparar um aneurisma:
A clipagem é o modo mais comum de reparar um aneurisma. Isso é feito durante a cirurgia no cérebro.
O reparo endovascular, muitas vezes usando uma "bobina", é um método menos invasivo para tratar alguns aneurismas.
Prevenção
Não há maneira conhecida de prevenir a formação de um aneurisma sacular. Tratar a pressão alta pode reduzir a chance de ruptura de um aneurisma. Controlar os fatores de risco da arteriosclerose pode reduzir a probabilidade de alguns tipos de aneurisma.
Se descobertos a tempo, aneurismas não rompidos podem ser tratados antes de causarem problemas.
A decisão de reparar um aneurisma cerebral não rompido é baseada no tamanho e na localização do aneurisma e na idade e condição de saúde do paciente. Os riscos dessa decisão devem ser muito bem ponderados.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Frio gera dores musculares em idosos


O frio tem efeitos importantes sobre os idosos

Maiores de 60 anos são os que mais sofrem com contrações involuntárias dos músculos causadas pelo fechamento de vasos sanguíneos

As baixas temperaturas do inverno causam dores em uma grande parcela da população. Nesse período do ano, os consultórios de ortopedistas ficam lotados de pacientes com queixas de dores musculares e desconforto nas articulações e nos ossos.
E esse incômodo é mais comum nos pacientes com mais de 60 anos, explica o ortopedista Paulo Ricardo da Costa, do Hospital Estadual Albert Schweitzer, na zona oeste do Rio. "Embora existam poucos estudos que liguem a temperatura baixa à dor, essa é uma associação muito comum sentida pelos pacientes idosos. É uma dor que pode ser aguda e até incapacitante. Mas as mais comuns são as dores persistentes, irritantes", explica o médico.
As dores do inverno ocorrem porque a baixa temperatura provoca uma constrição dos vasos sanguíneos - ou seja, os vasos se fecham e há menos aporte de sangue para o organismo. Os músculos ficam mais tensos e podem sofrer contrações involuntárias, o que provoca a dor. Pessoas que já têm doenças como hérnia, artrite e artrose acabam tendo o problema agravado.
Outro fenômeno provocado pelo frio é o espessamento do líquido sinovial, que lubrifica as articulações. "Esse espessamento provoca a dor articular", explica o ortopedista Marcelo Soares, que trabalha na Cardiomex - Clínica Médica Desportiva. O quadro é agravado por posturas ruins ao longo do dia.
A aposentada Selma Maria Margato Marques, de 68 anos, entende bem das dores do inverno. "Eu já não tenho cartilagem entre as vértebras da coluna. É um caso cirúrgico, mas eu me recuso a operar, porque é uma cirurgia muito invasiva. A friagem piora tudo. No inverno, sofro com as dores 24 horas por dia", conta.
Em alguns momentos, a dor é tanta que Selma não consegue movimentar as pernas. Na quarta-feira, ela passou duas horas numa sessão de acupuntura. No fim da tarde, estava melhor. "Aprendi a administrar a dor, senão eu ficaria em casa sem fazer mais nada".
Selma sabe, no entanto, que abre mão de um importante aliado no combate ao desconforto - o exercício físico. "Estou esperando o tempo melhorar para frequentar a Academia da Terceira Idade", diz, referindo-se a um programa da prefeitura do Rio, que instalou pela capital do Estado três dezenas de módulos de aparelhos para ginástica, voltados aos idosos.
Prevenção. O exercício físico alivia a dor porque protege os músculos e previne cãibras. O alongamento também evita o encurtamento dos músculos. Movimentar-se, mesmo dentro de casa, também é importante.
Costa lembra que o idoso deve ser mantido aquecido, por ser mais sensível ao frio, mas é preciso evitar a sobreposição de roupas, que causa transpiração. "Idosos e crianças têm maior facilidade para a desidratação. É preciso garantir a mesma ingestão de líquidos do verão para evitá-la", explica.

Fonte: Clarissa Thomé - O Estado de S.Paulo
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