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domingo, 8 de janeiro de 2012

CÂNCER DE PRÓSTATA


A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Fatores de risco 

Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. Quanto mais jovem o homem em quem o câncer for detectado, maior a probabilidade de haver um componente hereditário.

Sintomas de Câncer de próstata

Sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinjam um tamanho considerável.
Diagnóstico de Câncer de próstata
Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.
O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75-80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.
Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares

Prevenção 

Alguns médicos recomendam a realização do toque retal e da dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames. Não existem evidências de que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens que não apresentem sintomas diminua a mortalidade por câncer de próstata.

Manter uma alimentação saudável, não fumar, ser fisicamente ativo e visitar regularmente o médico contribuem para a melhoria da saúde em geral e podem ajudar na prevenção deste câncer.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CÂNCER NA TERCEIRA IDADE

Muitas pessoas têm medo de receber o diagnóstico de um câncer, pois ainda associam a doença a uma sentença de morte. Isso alonga o rastreamento e impossibilita o tratamento precoce. A OMS define um programa de ação efetiva contra o câncer baseada em quatro pilares: Prevenção, Diagnóstico Efetivo, Tratamento Efetivo e Cuidados Paliativos. Quanto mais precoce se diagnosticar, maiores as chances de cura ou controle. É importante que os pacientes mantenham uma boa performance do estado físico, nutricional, emocional e psicológico, o que é alcançado com os cuidados paliativos.

O ser humano, é um ser físico, emocional, social, psicológico, com crença religiosa ou não. E, toda essa essência, entra em desordem na presença de um câncer. A busca pela retomada do equilíbrio inclui o tratamento como a cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Tais tratamentos não são isentos de efeitos colaterais, o que pode causar desequilíbrio de outras partes do corpo. Os aspectos existenciais precisam ser valorizados. Não basta tratar o câncer, mas sim a pessoa. Na terceira idade, não acrescentamos dias à vida, mas sim vida aos dias.

A chegada da terceira idade - entenda-se por essa classificação pessoas com mais de 65 anos - tende a vir acompanhada com alguns problemas pertinentes ao envelhecimento do corpo. Nesta faixa etária, uma das doenças que tem sua incidência aumentada é o câncer, em diversos tipos. Somente em 2004, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) contabilizou 140.801 óbitos por câncer, dos quais 115.250 foram em pessoas com mais de 50 anos. Com a saúde muitas vezes fragilizada, até pela presença de outras doenças, a abordagem terapêutica no paciente idoso pode ser diferenciada. Mais uma vez, o diagnóstico precoce contribuiu para o sucesso do tratamento.

Depois dos 60 anos, os tipos de câncer mais freqüentes são: intestino, próstata, linfoma, mama e colo retal. Diante dessas informações, os especialistas defendem o que chamam de rastreamento.

Além da condução do tratamento ser diferenciada, e da necessidade de uma abordagem global, os idosos precisam de uma atenção especial num pós-operatório e também durante as terapias quimioterápicas. E, nesse ponto, entra uma especialidade da medicina chamada de medicina paliativa. Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) para o "Programa de Câncer na América Latina e Caribe" dizem que todos os pacientes devem receber cuidados paliativos. "Em pacientes com câncer na terceira idade, que geralmente apresentam outras doenças associadas, esses cuidados assumem papel de extrema importância, onde o controle dos sintomas, relacionados ao câncer ou ao seu tratamento, deve acontecer de forma impecável", explica Císio Brandão, diretor do departamento de Cuidados Paliativos do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

A qualidade de vida é o foco principal dessa especialidade. O objetivo é fazer com que o tratamento não seja mais agressivo que a própria doença. Os pacientes que passam por uma cirurgia de retirada de tumor, por exemplo, precisam de cuidados antecipatórios. Para o especialista do Hospital do Câncer, o impacto de receber o diagnóstico de um câncer ainda gera conflitos emocionais e a identificação dessas alterações precisam ser integradas ao tratamento total. Ele acredita que, identificando as necessidades dos pacientes e resolvendo-as de forma rápida e completa, a cirurgia correrá sem problemas. "Depois de um pré-operatório confortável, o paciente terá suporte para passar por um procedimento cirúrgico e um pós-operatório mais seguro, com mais qualidade de vida", orienta.
Contudo, a prevenção ainda é o fator mais importante. Todos os homens acima de 40 anos devem fazer o exame de próstata anualmente. As mulheres acima de 40 anos precisam fazer uma mamografia todos os anos e ir regularmente ao ginecologista. Infelizmente, não temos uma cultura preventiva. Ainda falta uma educação para a população saber da importância de idas regulares ao médico, principalmente o idoso. Na terceira idade qualquer doença pode representar um risco muito maior.
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