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sábado, 28 de julho de 2012

A AUTONOMIA DO IDOSO




Os idosos devem ter preservada a garantia do reconhecimento à sua autonomia. Às convicções pessoais do idoso merecem ser respeitadas. O importante é avaliar o grau de capacidade que a pessoa tem para tomar suas decisões. A sua participação ativa no processo de tomada de decisões é restringida, muitas vezes, pela própria família ou pelas instituições.
Mesmo em situações de incapacidade temporária ou até mesmo definitiva, o idoso pode se utilizar de inúmeras formas para preservar o seus desejos ou restrições de tratamento. A tomada antecipada de decisão e o estabelecimento de procuradores são exemplos disto.
Destaca-se que a diminuição da capacidade física do idoso depende muito de seu ritmo de vida, de seus hábitos comportamentais e alimentares, e que é possível e desejado que essa etapa da vida seja alcançada em pleno vigor. As limitações decorrentes, sobretudo, de doenças crônicas e degenerativas diminuem cada vez mais, amparadas por recursos terapêuticos que tornam possível a readaptação do idoso à vida social. Assim, não é mais surpresa a expectativa de vida superar, nos países desenvolvidos, a idade dos 80 anos. Os melhores resultados, para quem busca envelhecer com saúde, vêm da manutenção de atividades de trabalho sistemático, dentro das possibilidades de cada um, e da preservação de objetivos de vida. A leitura, os trabalhos manuais, o convívio social, uma dedicação moderada aos exercícios físicos (conforme orientação médica) e os cuidados com a alimentação continuam a ser as recomendações mais importantes.
A capacidade de mudança do idoso é limitada, e vivemos num mundo de transformações permanentes, onde o que se compra hoje está superado amanhã, e qualquer novidade já é questionada antes mesmo de ser divulgada. A exagerada valorização da estética faz com que o idoso sinta-se diminuído em sua auto-estima ou tenha de se submeter a programas violentos do “rejuvenescimento”. A redução do número de membros de uma família e as mudanças dos hábitos familiares são outras das preocupações apresentadas que ás vezes vai contra a alternativa dos asilos para abrigar os idosos. Grande parte desses asilos, que vêm crescendo em número principalmente nos grandes centros metropolitanos, funciona como “depósito de velhos”, sem quaisquer condições para o acolhimento condigno do idoso.
Quanto a questão da autonomia do idoso nas suas dimensões de dependência física e/ou mental, sobressaem a dinâmica familiar dos pacientes idosos e a interferência desses pacientes no cotidiano de seus filhos e parentes próximos, além das implicações da presença do cuidador. A colaboração da família é fundamental para o prognóstico do paciente idoso comprometido. O apoio aos que cuidam diretamente do idoso deve exigir uma colaboração indireta ou direta de todos os envolvidos. Mudar o idoso de casa periodicamente, para aliviar a situação individual dos membros da família, não é a melhor alternativa, levando em consideração as grandes dificuldades de adaptação a cada troca de moradia. Subsidiar um dos responsáveis em condições de manter o idoso é sempre melhor que mudá-lo. Preparar os familiares para os eventos que se seguem a uma determinada seqüela neurológica ou pós-operatória, ou de degeneração mental (como a decorrente do mal de Alzheimer) é tarefa da equipe de saúde, que deve colaborar para que as medidas pertinentes sejam preparadas antecipadamente e o processo de adaptação seja menos doloroso. Promover a participação do idoso das atividades familiares cotidianas que lhe sejam possíveis é um modo de valorizar e responsabilizar a pessoa mais velha. Mesmo as pessoas muito limitadas em suas funções motoras devem permanecer ocupadas mediante constantes solicitações, quando o nível cognitivo estiver preservado. Rezar por alguém, por exemplo, não exige trabalho físico e promove um bem ilimitado, ainda mais quando a pessoa que reza é também uma pessoa doente.
O Estatuto do  idoso,  favorece não só a inserção do idoso na sociedade, mas também a proteção de seus direitos no que diz respeito a cuidados com a saúde e bem-estar social. Mas, um debate feito  entre profissionais da saúde  confirmou que a concretização do Estatuto parece, hoje, uma realidade muito distante. As boas intenções da lei dependem, para se concretizar, de um grande esforço de conscientização de diferentes instituições da sociedade, traduzido em atitudes que vão desde a construção de ambientes que possam acolher melhor o idoso até medidas ordinárias como a adaptação de banheiros públicos, a manutenção de assentos em veículos coletivos, a instalação de apoios em escadas de edifícios públicos, etc., passando, evidentemente, por uma melhoria da assistência à saúde e pela criação de condições que permitam gerar trabalho digno para aqueles que desejam continuar em atividade.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL DOS IDOSOS



A constipação intestinal, ou simplesmente a prisão de ventre atinge cerca de 20% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e entre os mais queixosos estão as mulheres e os idosos. Para o paciente, ela significa fezes excessivamente duras e pequenas, eliminadas com pouca freqüência e com excessivo esforço. O médico constata que o intestino está preso quando o paciente evacua até duas vezes por semana. Os principais fatores que causam a constipação são a falta de fibra na alimentação, pouca ingestão de água, sedentarismo, limitações nos movimentos dos corpo (seqüelas, reumatismo, velhice) e alimentos que causem o ressecamento das fezes. Além disso, doenças endócrinas (hipotireoidismo), a diabetes e a insuficiência renal crônica podem causar a prisão de ventre. Certos medicamentos como antidepressivos, antitussígenos, analgésicos opiáceos (codeína, morfina), antiparkinsonianos, anti-hipertensivos, antiácidos contendo alumínio e preparados com cálcio também estão entre as causas.
Os sintomas da constipação intestinal são a dor abdominal, particularmente no baixo ventre, distensão sentida ou visível acompanhada de desconforto abdominal localizado ou difuso, eliminação de muco, de sangue e de fezes moles alternadas com duras, raramente febre, acompanhando quadros súbitos e dolorosos, o que também é válido para a concomitância de náuseas e vômitos. Queixas de inquietude, indisposição, alteração do apetite e do humor são comuns, bem como de dor de cabeça.
O diagnóstico é feito de forma variada, mas geralmente pode ser feito com exame clínico simples dependendo das características de cada paciente. O médico dificilmente encontra algo importante ou diagnóstico ao exame físico. Por isso, deve, se possível, consultar um proctologista, que procederá ao toque retal e a retoscopia, pois mais de 50% dos tumores do cólon estão ao alcance desta simples metodologia.
O tratamento consiste em modificar a dose ou tipo de medicamento que contribui para o aparecimento ou piora da constipação, afim de minimizar seus efeitos colaterais, corrigir ao máximo as causas endócrinas, metabólicas, neurológicas, dieteto-alimentares e proctológicas causadoras ou contributivas à dificuldade evacuatória, estimular a ingestão de fibras formadoras e umidificadoras do bolo fecal (granola e farelo de trigo), sugerir o uso de alimentos com propriedades laxativas naturais (são muito usados o mamão e a ameixa preta), aconselhar o uso de um ou mais dentre as diversas classes de laxativos, (sempre com parcimônia) e prescrever procinéticos (estimulantes peristálticos por via sangüínea, deglutidos ou injetados). O uso de supositórios ou enemas (lavagens intestinais) tem indicações importantes.
Métodos cirúrgicos podem ser usados, mas sua indicação é rara, exceto nas lesões obstrutivas e nas anais dolorosas. Lavagens intestinais e supositórios podem ajudar, mas, com freqüência a desimpactação manual sob sedação ou alguma anestesia, se faz necessária. Cabe ressaltar o cuidado médico para evitar o dano ao esfíncter anal, durante essas manobras.
A prevenção é o melhor remédio. Para isso, indica a reeducação alimentar e de hábitos para evacuar com regularidade fezes de consistência macia, a ingestão de concentrados de fibras regularmente e tratamento ou controle de enfermidades subjacentes locais ou sistêmicas, além da revisão dos medicamentos, principalmente, os de uso contínuo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Exame de câncer de próstata pode ser contraindicado para homens acima dos 70 anos




Criados para pacientes com idade média de 50 anos, os testes, segundo pesquisa americana, não trazem benefícios acima dessa faixa etária
Os exames de sangue preventivos para câncer de próstata fazem parte da rotina dos homens acima dos 70 anos. O que não se sabe, no entanto, é se vale a pena descobrir a presença do tumor em pessoas acima dessa idade. De acordo com uma pesquisa publicada no periódico Journal of Clinical Oncology, descobrir um câncer de próstata em homens acima dos 70 anos pode até aumentar a expectativa de vida do paciente. O tratamento, no entanto, tende a ser feito por procedimentos muito dolorosos, desgastantes e caros.
Durante o levantamento de dados, os pesquisadores descobriram que, enquanto 24% dos homens com idade próxima aos 50 anos fazem o exame de detecção para o tumor, cerca de 46% daqueles com mais de 70 anos passam pelo mesmo exame. Mas, de acordo com Scott Eggener, da Universidade de Chicago e um dos autores do estudo, deveria acontecer o contrário. “O exame foi criado para os homens de 50 anos, é esse o grupo que mais deve fazê-lo”, afirma. São justamente os homens nesta faixa etária que mais conseguem tirar benefícios da descoberta precoce da doença.
O levantamento dos médicos americanos reforça a discussão sobre a eficácia do exame em idosos, presente na comunidade médica há muito tempo. Em 2008, o U.S. Preventive Services Task Force, órgão federal americano dedicado à prevenção de doenças, divulgou um relatório no qual afirmava que os prejuízos causados pelo tratamento da doença em homens acima dos 75 anos seriam maiores do que os benefícios.
Apesar das recomendações e das recentes pesquisas, a medicina ainda não conseguiu estabelecer padrões para a realização dos exames preventivos do câncer de próstata em homens com mais de 70 anos. De acordo com Scott Eggener, a melhor opção, hoje, ainda é estabelecida na conversa entre médico e paciente. “É durante a consulta médica que os dois lados devem se perguntar, e decidir, se o exame é realmente necessário”, diz.
Fonte: Revista VEJA.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SUIÇA CRIA CIDADE RETRÔ PARA TRATAR ALZHEIMER


Haute-Argovie de Wiedlisbach

Roberta Namour – correspondente do 247 em Paris – Em alguns meses, o famoso hospício suíço de Haute-Argovie de Wiedlisbach vai se transformar numa cidade inspirada nos anos 50. Baseado em um modelo holandês, uma empresa decidiu construir uma atmosfera retro para pacientes com Alzheimer que costumam ter falhas de memória recente, mas guardam lembranças mais claras do passado. A abordagem tem sido questionada por alguns especialistas.

Os críticos apelidaram o lugar de « Demênciacity ». Mas a Suíça não parece se importar com isso e mantém sua ideia focada em ajudar desta forma idosos que sofrem também de outras doenças neurodegenerativas.

O empresário suíço Markus Vögtlin investiu 20 milhões de euros na construção desse complexo, que será instalado na cidade de Wiedlisbach, perto de Berna. Hospedagem e cuidados médicos são previstos para receber 150 pacientes idosos que sofrem do problema, divididos em 23 edifícios com decoração dos anos 50.

Os idealizadores do projeto garantem que as portas da « cidade » não serão mantidas fechadas e os moradores poderão circular livremente. Para a diretora da Associação de Alzheimer da Suíça, Birgitta Martensson, esse é um dos pontos mais positivos dessa experiência. "Poder gerenciar suas próprias atividades diárias motiva e mantém as suas capacidades remanescentes. Isso resulta em menos frustração, menos estresse e menos trabalho para os cuidadores", explicou.

Para reforçar o clima de normalidade, os funcionários vão se vestir como jardineiros, cabeleireiros ou comerciantes. Única restrição: os habitantes de Wiedlisbach não serão autorizados a deixar a aldeia.

A abordagem foi inspirada num projeto inovador, mas controverso, no campo psicogeriátrico, da Holanda. Uma casa de repouso de Hogewey para pessoas com demência foi criada nos arredores de Amesterdã, em 2009. Os moradores pagam 5 mil euros por mês para viver em um mundo de ilusões.

Markus Vögtlin visitou Hogewey antes de lançar seu projeto. "As pessoas com Alzheimer podem se tornar agitadas e agressivas, mas em Hogewey, eles parecem relaxadas e felizes", relatou.

Assim como no resto da Europa, a Suíça pena a vencer a crescente população com doenças neurodegenerativas. No país, acredita-se que existam mais de 100 mil idosos com transtornos mentais e este número deve dobrar nos próximos vinte anos. A medida certamente ainda causará muita polêmica, mas ao menos é uma tentativa de proporcionar uma vida mais adequada a pessoas que já não se encaixam mais na sociedade atual.

domingo, 8 de janeiro de 2012

CÂNCER DE PRÓSTATA


A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Fatores de risco 

Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. Quanto mais jovem o homem em quem o câncer for detectado, maior a probabilidade de haver um componente hereditário.

Sintomas de Câncer de próstata

Sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinjam um tamanho considerável.
Diagnóstico de Câncer de próstata
Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.
O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75-80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.
Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares

Prevenção 

Alguns médicos recomendam a realização do toque retal e da dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames. Não existem evidências de que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens que não apresentem sintomas diminua a mortalidade por câncer de próstata.

Manter uma alimentação saudável, não fumar, ser fisicamente ativo e visitar regularmente o médico contribuem para a melhoria da saúde em geral e podem ajudar na prevenção deste câncer.

domingo, 13 de novembro de 2011

VAMOS APRENDER A BARBEAR NOSSO IDOSO?


Os cuidados com o processo de barbear com técnica

Fazer a barba diariamente não prejudica a pele, desde que você tome cuidados com o corte e com o uso de loção pós-barba de ação cicatrizante. Dependendo da qualidade da lâmina você pode usar até cinco cortes.

A espuma de barbear tipo sabão, aquela antiga espalhada com pincel, pode levar de 1 a 2 minutos para agir. Aí sim você inicia o corte. As fórmulas modernas não necessitam de tempo de espera. Espumas em aerosol, gel de barbear e sabonetes cremosos facilitam a umectação do pelo, agindo imediatamente.

A melhor hora para remover os pelos da barba é logo após o banho, quando o rosto está úmido e a pele macia. Usando o produto escolhido, aplicar sobre a pele úmida, massageando até obter a consistência desejada. Os movimentos da lâmina devem acompanhar o sentido em que os pelos nascem. Evite escanhoar a pele para não agredir ainda mais esta região propensa ao aparecimento de pelos encravados. Lave o rosto com bastante água.

Após a barba

Finalizar a operação de barbear é essencial para proteger e tratar esta área já sensibilizada, além de promover uma rápida cicatrização. Use bálsamos e loções após a barba, pois trazem benefícios de ação refrescante e antioxidante. Tais produtos restabelecem a hidratação natural da pele, protegendo-a das agressões externas. Aplique uma camada uniforme e massageie até completa absorção.

O processo de Barbear

Os pelos são espessos devido à influência dos hormônios masculinos. Após a puberdade, quando se inicia a produção da testosterona, há influência direta no aparecimento dos pelos da barba e bigode. Os pelos podem ser redondos ou ovalados, lisos e encaracolados. Também há diferenças na espessura e, quanto mais denso, mais fácil é haver problemas de encravamento e infecção. O pelo protege a pele e o ato de barbear funciona como uma massagem diária que previne o envelhecimento.

O ato de barbear é um dos mais importantes na rotina do homem. Proporciona uma boa aparência e sensação de bem estar. Porém é um processo agressivo para a pele, principalmente se realizado de maneira inadequada ou com produtos de má qualidade.
Este processo pode levar a uma infecção chamada foliculite persistente. Esta se caracteriza por avermelhamento, dor e formação de pus. A foliculite nada mais é do que a inflamação e infecção do folículo pilo sebáceo devido a encravamento e trauma.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

HORA DE DESPERTAR

Quem acorda cedo é mais feliz, saudável e magro, diz pesquisa 


Por Ilana Ramos  | 19/09/2011 

Nada como uma boa noite de sono. Ela relaxa o corpo e a mente, organiza as ideias e pensamentos e nos deixa novinhos em folha para encarar o dia seguinte. No entanto, só uma boa noite de sono não o é suficiente para manter a nossa saúde em dia, o ideal é que todas as noites sejam de paz e tranquilidade. Para reforçar a importância de se dormir bem, uma pesquisa da Universidade de Roehampton ainda acrescenta à lista de benefícios do sono a hora de despertar. Reforçando aquele velho ditado que diz “Deus ajuda quem cedo madruga”, pesquisadores afirmam que acordar mais cedo ainda pode deixar você mais magro, feliz e saudável.
Os pesquisadores da universidade britânica entrevistaram 1.068 homens e mulheres sobre sua saúde, dieta, níveis de felicidade e ansiedade, bem-estar físico e hábitos de sono. O estudo dividiu os entrevistados em dois grupos: matutinos, que representavam 13% dos entrevistados e acordavam por volta das 6h58m durante a semana e vespertinos, que levantavam por volta de 8h54m, e contavam 6%. Os outros 81% ficaram entre os dois. A pesquisa concluiu que os matutinos demonstraram mais felicidade, menores níveis de ansiedade e ainda tinham menos riscos de sofrerem de depressão. Eles também eram mais propensos a tomar café da manhã, que já havia sido ligado a um menor índice de massa corpórea.
Não importa a hora que você levante, ter regularidade de sono é o mais importante. Para Andrea Bacelar, membro do Departamento do Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), "o que sabemos é que o sono com horários regulares, ou seja, hora para dormir e hora para levantar, é o grande fator para o equilíbrio do corpo e da mente. E também o tempo total individual de sono deve ser respeitado, sendo a média da população de sete horas por noite. O fato de ser vespertino não é um problema, a menos que obrigações e compromissos o obriguem a assumir ritmos diferentes do que o ritmo biológico que um vespertino necessita".
Os benefícios de se acordar cedo são inúmeros e não se restringem a questões de saúde. "Acordando cedo, estamos mais sincronizados com a luz solar, pois quando começa a clarear, acordamos, e quando escurece começamos a desacelerar e vamos dormir. Ter regularidade na vida é ser saudável. Fazer atividade física matinal é mais benéfico que fazer a noite. Fazer as refeições em horários adequados nos ajuda a manter o peso. Além disso, temos mais horas do dia para nossos afazeres. Para um indivíduo que acorda tarde, sobram poucas para resolver seus problemas ligados ao horário comercial", diz Andrea
Pessoas mais velhas não precisam se preocupar tanto com o horário que despertam, pois geralmente dormem menos. Segundo Andrea, "esse fenômeno é fisiológico. Os idosos não só acordam mais cedo como passam a dormir mais cedo. A sincronização do claro e escuro pode não ser tão eficaz, a produção de neurotransmissores fica alterada, a acetilcolina diminui e a melatonina (hormônio promotor de sono) também. No entanto, a insônia deve ser investigada e tratada adequadamente, por ser um fator de risco para doenças degenerativas, baixa imunidade, depressão e até morte. O tratamento passa por higiene do sono (evitar cafeína, levantar sempre no mesmo horário, não cochilar à tarde etc), técnicas de relaxamento e, também, uso de medicamentos".
Para quem acorda mais tarde, é possível "educar" o corpo a despertar em um novo horário. "Há duas situações. Uma é quando precisamos nos adaptar a uma diferença de fuso-horário. O organismo vai se adaptando àquele novo horário 15 minutos a cada dois dias. Outra situação é ser um vespertino e precisar passar a dormir mais cedo e acordar mais cedo. Isto é possível, sim, porem depende de medicação, luz e disciplina do paciente", conclui Andrea.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

ANGIOPLASTIA CORONÁRIA COM COLOCAÇÃO DE STENT



A angioplastia coronária é um procedimento terapêutico para a abertura de um entupimento de uma artéria do coração usando-se um cateter que possui um pequeno balão na sua ponta. Nesses casos este balão está envolvido por uma pequena mola de aço inoxidável entrelaçado, chamada de “stent”. O balão e o stent são colocados vazios no local onde existe o entupimento (obstrução) e o balão é inflado (cheio) com soro e contraste radiopaco.
Antes da angioplastia é necessário realizarmos o cateterismo cardíaco.
A angioplastia é indicada quando uma ou mais artérias estão bloqueadas pelo estreitamento localizado, resultante do acúmulo de colesterol (a chamada placa aterosclerótica) diluindo assim o fluxo de sangue e oxigénio para o músculo cardíaco.
Quando essa obstrução é parcial o doente desenvolve o que se chama de ANGINA de diversas características, por outro lado quando a obstrução é completa e não existe o que se chama de circulação colateral o doente desenvolve um quadro de ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO.
A angioplastia coronária está indicada em ambas as situações. A angioplastia coronária é realizada sob anestesia local, no laboratório de hemodinâmica, de maneira semelhante a que já foi descrito para o cateterismo cardíaco .
Quando o balão é inflado o Stent também de abre, pressionando a obstrução contra a parede da artéria. Após o balão ser desinflado e retirado, o “stent” fica na posição permanentemente, mantendo a artéria aberta. O procedimento pode ser feito pelo braço direito por dissecção, punhos ou virilhas por punção. O mais comum é realizar pelas virilhas (regiões inguinais).
A Angioplastia Coronária com colocação de Stent é muito importante, pois, pode evitar que se faça uma cirurgia no coração para colocação de pontes. Todo o procedimento é visualizado através de monitores de vídeo e suas imagens gravadas em CD, exatamente onde foi realizada a abertura da obstrução que causava problemas ao coração.
Como no cateterismo diagnóstico, o procedimento é feito por médicos especialistas junto com a equipe de enfermagem e técnicos preparados que usam roupas especiais para cirurgia. Na Angioplastia Coronária o paciente também permanece consciente, auxiliando o médico na realização do procedimento. Recomenda-se ao paciente que ao sentir qualquer sensação diferente (dor no peito ou braço esquerdo, ânsia de vômito, calor, coceira e outros), avise imediatamente ao médico ou a equipe de enfermagem presentes na sala de procedimentos.
Após o procedimento, o paciente fica com curativo oclusivo no local, pois, permanece com o introdutor que é um pequeno cateter bem curto e com válvula para não sangrar. Isto é preciso, pois, o paciente recebe doses altas de anticoagulante (para afinar o sangue) que é necessário para a realização da Angioplastia Coronária. O introdutor será retirado após a normalização da coagulação sanguínea e para isto são realizados exames de sangue.
Com a retirada do introdutor é feito um curativo compressivo (bem apertado) no local e o repouso será de cinco horas. Para a realização da Angioplastia Coronária com colocação de Stent é necessário internação hospitalar de 02 a 03 dias.
O sucesso da angioplastia com implante de stent chega a 99%.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

ASILO OU POUSADA PARA IDOSOS ... QUANDO É CHEGADA A HORA?



Muitas vezes a opção por residir em uma instituição de longa permanência parte do próprio idoso, ou seja, do desejo da pessoa em procurar um local no qual encontre atenção, conforto e, especialmente, atendimento às suas necessidades
básicas. Nesse contexto, a situação econômica é um ponto preponderante para a decisão de morar em um residencial para idosos, além da possibilidade de não precisar realizar as tarefas domésticas.

O adoecimento do idoso que resulte em impossibilidade de realizar as atividades da vida diária, e a necessidade de cuidados especiais, como no caso de dependência absoluta, em que há exigência de alguém para prestar o cuidado contínuo é outro motivo apontado para a internação em uma instituição asilar. O adoecimento e a conseqüente dependência não estão exclusivamente relacionados às questões orgânicas, mas também se referem aos aspectos da cognição, como nas demências em geral. A dependência do idoso e a necessidade de os familiares manterem-se no mercado de trabalho, aliada à dificuldade em encontrar e manter um cuidador formal, que responda pelo atendimento das demandas oriundas da pessoa idosa doente, constitui-se em outro motivo para o encaminhamento desta a uma instituição de longa permanência. Normalmente a família busca, em um primeiro momento, alguém que já tenha conhecimentos e habilidades para prestar os cuidados necessários. Quando não consegue, passa a contratar pessoas que se disponham a realizar esta incumbência. Contudo, quando todas as possibilidades parecem ter sido
esgotadas, a saída encontrada é o asilamento.

Freqüentemente surgem notícias com abordagens que destacam aspectos positivos acerca do viver em locais que abrigam pessoas idosas. Também são ressaltados aspectos negativos, como a existência de maus tratos, estrutura física deficitária e falta de recursos humanos capacitados para atuar com idosos que residem em asilos, particularmente naqueles de natureza pública, os quais dão a entender que esta deve ser uma preocupação constante dos profissionais que estão envolvidos com a problemática, assim como dos familiares das pessoas idosas que passaram a residir em uma instituição asilar.

O atendimento ao idoso deve ser, preferencialmente, na modalidade não asilar, porém naquelas situações em que os idosos não possuem condições que garantam sua própria sobrevivência, sua integridade física e mental, caso não possuam familiares que possam cuidar ou por motivo de doença que impeça o bom convívio com outras pessoas, o recomendado é o asilamento.

Quando uma família procura um asilo como local para seu familiar idoso morar busca, entre outras coisas, um ambiente que ofereça cuidados, companhia, além de um espaço de convivência e socialização entre os moradores. Culturalmente, em nossa sociedade, é esperado que na velhice dos pais, os filhos, mais diretamente, ou os demais integrantes da família, assumam a responsabilidade pelos seus cuidados, provendo-os material e afetivamente de acordo com as condições e as necessidades de cada caso.

Considerando a família como fonte de cuidado, optar pela institucionalização de um de seus membros, neste caso o idoso, a decisão, a priori, reveste-se de uma intenção que visa proporcionar melhores condições de vida, de cuidado e de conforto, mais qualificadas que aquelas que a família pode oferecer.

Em determinadas situações ou períodos, a capacidade da família para o cuidado pode estar comprometida ou fragilizada e, nestas condições, o idoso pode constituir-se num entrave à autonomia dos familiares, seja pelas demandas do cotidiano, que não lhes possibilita conciliar cuidado e atividades de trabalho e do lar, ou pela impossibilidade de, entre os familiares, encontrar um ou mais membros que se disponibilizem e se responsabilizem pelo cuidado do idoso.

A institucionalização, então, é uma das soluções encontradas para o problema.
Deve-se considerar, entretanto, que o estereótipo de que os asilamentos ocorrem em virtude de filhos que querem “se livrar” dos pais idosos e dependentes ou não e que não se adaptam aos “tempos modernos” é uma realidade que prevalece na concepção de muitas pessoas.

A família é um sistema de saúde para seus membros e exerce o papel de cuidadora e supervisora, tanto em situações de saúde quanto de doença, tomando decisões relativas aos caminhos a seguir, acompanhando, avaliando e pedindo ajuda aos profissionais, para que seja feito o melhor para seus idosos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

APARELHO AUDITIVO



Se você tem algum grau de surdez, como milhões de outras pessoas, pode considerar a aquisição de um aparelho auditivo. Porém, antes de fazer isso, é preciso saber se aparelhos auditivos funcionam para o seu caso de perda de audição, e o que procurar quando for comprar.
O aparelho auditivo é um dispositivo eletrônico com um pequeno microfone que amplifica sons. Você precisa ter alguma capacidade de audição para que o aparelho auditivo funcione. E, uma vez que a perda de audição afeta as pessoas de formas diferentes, você precisa do aparelho para surdez apropriado.
Há três principais tipos de perda de audição:
Surdez de transmissão ou de condução: é quando existe uma lesão a nível do ouvido externo ou médio, que impede a transmissão das ondas sonoras. Neste caso existe uma situação de audição reduzida, mas não de surdez. Para que haja surdez é necessário que o próprio nervo auditivo esteja danificado.
 Surdez de recepção ou neurossensorial: é quando existem lesões do ouvido interno ou do nervo auditivo que transmite o impulso ao cérebro. A transmissão das vibrações sonoras é feita normalmente mas a sua transformação em percepção auditiva está perturbada. Existe assim, uma dificuldade na identificação e integração da mensagem.
 Surdez mista: é quando existe, ao mesmo tempo, uma lesão do aparelho de transmissão e de recepção

CUIDADOS COM O APARELHO:
Os aparelhos auditivos modernos são duráveis, fáceis de usar e confiáveis. Entretanto, algumas precauções simples vão garantir que seu aparelho auditivo continue a lhe prestar bons serviços por muito tempo.
1- Evite atrito e impacto. Coloque e retire seu aparelho auditivo sobre uma superfície macia.
2- Proteja-o do calor. Jamais deixe seu aparelho auditivo onde possa ser danificado pela ação do calor extremo. Proteja-o da luz direta do sol (em casa e no carro estacionado) e não o deixe perto de radiadores.
3- Proteja o aparelho auditivo da umidade. Remova-o da orelha antes de banhos, duchas e mergulhos. Não o deixe no banheiro, onde pode sofrer danos causados pela umidade. Seque a transpiração dentro e em volta da orelha regularmente. A umidade e a condensação podem danificar o circuito eletrônico do aparelho auditivo. Recomendamos que o compartimento da pilha seja deixado aberto à noite.
4- Mantenha seu aparelho auditivo fora do alcance das crianças e bichos de estimação. Os cachorros ficam irritados com a microfonia mas são atraídos pelo cheiro do dono. É comum o cachorro mastigá-lo.
5- Evite contato com maquiagem e spray de cabelo. As finas partículas produzidas pela maquiagem e spray de cabelo podem facilmente bloquear a entrada do microfone. Sempre retire seu aparelho auditivo antes de usar esses produtos.
6- Limpe o aparelho auditivo com cuidado, com um pano macio e seco. Álcool, solventes e multiusos podem danificar o circuito eletrônico.
7- Higiene do ouvido. Mantenha sempre o ouvido limpo. Se o aparelho soar fraco, pode ser que a saída de som ou o filtro de cerume estejam bloqueados com cera ou sujeira.
8- Mantenha o aparelho auditivo em local seguro. Quando não estiver usando, mantenha-o sempre no estojo ou no recipiente especial secante (desumidificador). Tire as pilhas se não for usá-lo por algum tempo.
9- Jamais tente consertar o aparelho auditivo, leve-o para avaliação. Chaves de fenda e óleo podem ser fatais para o aparelho auditivo. O simples toque nos componentes eletrônicos ou micro-mecânicos pode causar danos irreparáveis.

domingo, 19 de junho de 2011

ANEMIA EM IDOSOS



A anemia, definida pela Organização Mundial de Saúde, como hemoglobina inferior a 12g/dL para mulheres adultas e inferior a 13g/dL para homens adultos (dado do hemograma), tem freqüência crescente com a idade. Na população idosa, a anemia tem sido considerada um problema de saúde pública, com impacto negativo na função cognitiva, capacidade funcional e qualidade de vida, e associada a aumento de hospitalizações e mortalidade, além de um fator de risco para doença cardiovascular.
A  anemia no idoso tem maior freqüência no sexo masculino e na idade superior a 85 anos. São sintomas freqüentes, relacionados à anemia: fadiga, fraqueza, diminuição da tolerabilidade a esforços físicos, falta de ar e desânimo. Alguns desses sintomas são inespecíficos e, por isso, equivocadamente atribuídos ao envelhecimento.
As causas mais freqüentes de anemia nos idosos são as perdas sanguíneas, as deficiências nutricionais e as anemias relacionadas às doenças crônicas. A anemia em idosos não deve ser aceita ou considerada como parte do processo normal de senescência, merecendo sempre investigação.

Existem vários tipos de anemia, sendo os mais freqüentes em idosos a anemia de doença crônica, seguida pela deficiência de ferro , por hemorragia e outras, como deficiência por B12, insuficiência renal ou leucemias. É importante ressaltar que a anemia é fator de risco para outras doenças, pois reflete somente o baixo nível de hemoglobina circulante.. Portanto, uma vez presente, é necessário realizar investigação para determinar qual a sua causa.
A anemia pode comprometer a qualidade de vida do indivíduo, que fica mais suscetível a infecções e quedas por apresentar instabilidade, imobilidade, fraqueza, além do prejuízo intelectual. Porém, em geral, a doença é assintomática no início, podendo acarretar palidez da pele, cansaço, indisposição, falta de ar, taquicardia, inchaço e até dor no toráx.
Uma dieta variável e equilibrada com verduras e legumes frescos e proteínas aliada ao controle rigoroso das doenças pode ajudar na prevenção da anemia. A anemia nos idosos preocupa por eles já apresentarem menor reserva funcional e, portanto, qualquer situação que exija mais do seu organismo pode levar a prejuízos irreversíveis.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

FRATURA DO FÊMUR NA PESSOA IDOSA

  O envelhecimento representa a passagem do tempo, não a patologia, sendo um processo natural e fisiológico. No idoso, as alterações como osteoporose, acuidade visual diminuída, fraqueza muscular, diminuição de equilíbrio, doenças neurológicas, cardiovasculares e deformidades osteomioarticulares são fatores que contribuem para a alta incidência de fratura do  fêmur.
Se você é uma pessoa idosa que caiu, não está sozinho. Quedas acontecem todos os anos em cada 1 de 3 pessoas com mais de 65 anos. O risco de queda -- e seus problemas relacionados -- aumenta com a idade. Fraturas causadas por quedas em idosos podem ocasionar internação hospitalar e incapacitação.
As fraturas de fêmur acometem principalmente a população de idade mais avançada. As mulheres sofrem três vezes mais que os homens. 90% das fraturas são causadas pela queda da própria altura.
A maioria dos idosos passa a maior parte do dia dentro de casa e imagina-se, que assim, estão livres de acidentes que possam colocar em risco sua saúde. Mas a realidade não é bem essa. Acidentes domésticos são bastante comuns e representam até perigo de morte para os idosos, que têm ossos mais frágeis.
Para evitar quedas em casa, bastam algumas medidas simples. Não deixar tapetes soltos, nunca manter pisos escorregadios nem desníveis no chão, manter iluminação adequada e não deixar fios soltos em trechos de passagem são algumas dicas. Outra medida importante é ter acesso fácil ao telefone, para pedir socorro.
 O tratamento é cirúrgico na maioria dos casos, podendo variar de colocação de pinos e parafusos até substituição da articulação com colocação de próteses.
No máximo 25% dos pacientes se recuperam quase totalmente. Os outros apresentam, normalmente, dor persistente, mancar permanente, alteração do equilíbrio e dificuldade de subir escadas. 30 a 40% não poderão mais viver independentemente.  20% dos pacientes idosos morrem após um ano da lesão, por causa de agravamento de problemas preexistentes do coração, pulmão e rins.
Aproveito para pedir aos leitores, uma corrente positiva de orações para uma senhora que convivi alguns anos, D. Sara, que hoje tem 102 anos e que sofreu uma queda no último domingo e quebrou o fêmur. Uma situação difícil pela idade avançada. Ela está aguardando cirurgia, colocação de prótese, mas para tanto ela tem que primeiro melhorar de uma anemia.

(foto: http://www.centrodecirurgiadoquadril.com.br/fraturas_colo_femur.php)

domingo, 5 de junho de 2011

DOENÇAS DA VISÃO

Exames periódicos previnem doenças que complicam a vida do idoso


Muitas vezes, notamos que as pessoas de mais idade abandonam as atividades comuns do dia-a-dia. Um número considerável delas o faz devido a uma perda gradativa da visão.
Se a baixa visão compromete a autonomia do indivíduo, ela conseqüentemente prejudica sua qualidade de vida. O idoso que enxerga mal tem dificuldades nas tarefas diárias, como cozinhar, ler, assistir televisão, ir a cinema, pegar ônibus e muitos que ainda trabalham, terão menor rendimento ou mesmo deixar de exercer suas atividades.
Também aumentam os riscos de queda, atropelamento, uso trocado de medicação ou dosagem errada, resultando em complicações importantes. Muitas vezes a baixa visão acarreta o isolamento e a depressão, afastando o indivíduo do convívio social .
Algumas doenças dos olhos são mais freqüentes em idades mais avançadas, como o glaucoma e a catarata. São doenças crônicas que podem levar à cegueira, se não forem tratadas a tempo.
CATARATA: embaçamento do cristalino, provocado pela idade, reduzindo a visão periférica, principalmente na parte da noite. Como os raios luminosos não conseguem atingir plenamente a retina onde se situam os receptores fotossensíveis, o portador de catarata tem dificuldade para enxergar com nitidez. No início da lesão, a pessoa vê como se estivesse com a lente dos óculos embaçada ou com uma névoa diante dos olhos. Com a evolução do quadro, porém, passa a enxergar apenas vultos.

GLAUCOMA:  é uma alteração em que a pressão do líquido que preenche o globo ocular está anormalmente aumentada, além do que o olho pode tolerar. Quando essa pressão, chamada tensão intra-ocular, é maior do que o normal, aumenta consideravelmente o risco de que ocasione danos aos olhos.
O glaucoma é causado pelo acúmulo do líquido, chamado humor aquoso, que circula no interior do olho. Esse acúmulo se produz ou devido ao aumento da formação do líquido ou pela obstrução do conduto pelo qual normalmente esse líquido sai do olho. Desta forma, como continua sendo produzido o líquido, a pressão intra-ocular vai aumentando progressivamente. As pessoas que têm maior risco de sofrer de glaucoma são as diabéticas e as com familiares portadores de glaucoma. Essas pessoas devem fazer exame ocular com regularidade. Embora não se possa curar, na maioria dos casos o glaucoma pode ser controlado satisfatoriamente mediante tratamento apropriado. A perseverança do tratamento é fundamental para se evitar a deterioração da visão, que fatalmente ocorrerá naqueles que não se cuidarem adequadamente.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DOENÇA DE PARKINSON

Uma das vítimas ilustres do Mal de Parkinson
O mal de Parkinson, também chamada de doença de Parkinson, ou simplesmente Parkinson, é uma doença do sistema nervoso central que afeta a capacidade do cérebro de controlar nossos movimentos.
 É uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que acomete em geral pessoas idosas. A enfermidade age nas células do cérebro que produzem a substância condutora dos estímulos nervosos, a dopamina. A falta ou diminuição desta substância afeta os movimentos dos pacientes, causando tremores, lentidão, rigidez muscular, desequilíbrio, alterações na fala e na escrita. O tremor, apesar de ser o fator que mais leva as pessoas a procurarem o médico, é o menos preocupante deles. Já a lentidão é o sintoma mais incapacitante da doença, junto com a rigidez muscular, que reduz a mobilidade. Entretanto, também podem ocorrer outros sintomas, como depressão, alterações do sono, diminuição da memória e distúrbios do sistema nervoso autônomo. .
Os sintomas da doença de Parkinson só surgem quando cerca de 80% dos neurônios encontram-se destruídos. O porque desta destruição ainda é desconhecido, o que faz com que o mal de Parkinson seja considerada uma doença idiopática, ou seja, sem causa definida. Entretanto, alguns fatores de risco já foram identificados:

- Idade: a doença de Parkinson é um enfermidade tipicamente de pessoas idosas, iniciando-se normalmente ao redor dos 60 anos de idade. É raro encontrar pacientes com mal de Parkinson antes dos 40 anos.
- História familiar: familiares de pacientes com Parkinson têm maior risco de desenvolver a doença
- Sexo Masculino: o mal de Parkinson é mais comum em homens que em mulheres
- Traumas no crânio: isolados ou repetitivos, como nos lutadores de boxe, podem lesar os neurônios dopaminérgicos.
- Contato com agrotóxicos: certas substâncias químicas podem causar lesões neurológicas que levam ao Parkinson.
O diagnóstico precoce e o tratamento correto ainda são as melhores maneiras de controlar os sintomas motores e permitir que o paciente mantenha-se ativo e preserve sua qualidade de vida.
Os sinais e sintomas do mal de Parkinson podem ser divididos em 2 categorias: motores e não-motores

1.) Sintomas motores :
- Tremores
- Bradicinesia: significa movimentos lentificados.
- Rigidez
- Instabilidade postural
Outros sintomas comuns do mal de Parkinson:
- Perda expressão facial (expressão apática)
- Redução do piscar dos olhos
- Alterações no discurso
- Aumento da salivação
- Visão borrada
- Micrografia (caligrafia altera-se e as letras tornam-se pequenas)
- Incontinência urinária

2.) Sintomas não-motores do mal de Parkinson

Além de todas as alterações motoras, os pacientes com doença de Parkinson também podem desenvolver alterações neurológicas como demência, alterações do sono, depressão, ansiedade, memória fraca, alucinações, psicose, perda do olfato, constipação intestinal, dificuldades para urinar, impotência sexual, raciocínio lentificado e apatia.

Não há cura para o mal de Parkinson, porém, os tratamentos atuais são bastante efetivos no controle dos sintomas.
Alem do tratamento medicamentoso, a prática de exercícios regulares é importante para retardar os sintomas motores da doença.
Os especialistas lembram que a doença não leva à morte, não afeta outros órgãos, não é hereditária nem contagiosa. No entanto, é crônica, progressiva, pode e deve ser tratada.
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