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domingo, 22 de abril de 2012

Doenças do outono atingem mais crianças e idosos


Os cuidados nessa época do ano precisam ser especiais

 Com a chegada do outono, a temperatura diminui e o tempo fica mais seco. Esses fatores são suficientes para as crianças, principalmente, começarem a reclamar de coceira na garganta, nariz escorrendo e sensação de dores pelo corpo. As doenças comuns nessa época são as gripes, alergias respiratórias, pneumonias, otites, que são as infecções de ouvido, resfriados, sinusites, asma, entre outras.
O médico pediatra Dr. Maurício Schneider alerta para a incidência de casos dessas doenças, “ Começou o período em que estamos registrando muitos casos de doenças virais, e aqueles que mais sofrem são os idosos e as crianças. A indicação recomendada é que deve ser feita a ingestão de líquidos e observar com atenção os doentes com febre e vômito, para evitar o agravamento para doenças mais complexas como pneumonias, por exemplo”, informou o pediatra, acrescentando que para evitar as viroses, as pessoas devem evitar ficar em ambientes fechados.
Dr. Maurício comentou sobre os perigos de se confundir uma gripe forte e dengue, pois os sintomas são muito parecidos, porém são doenças com evolução diferente, na dúvida e em qualquer circunstância, a indicação é procurar um posto de saúde para que sejam feitos os procedimentos necessários .

Principais doenças respiratórias

Resfriado
Inflamação e infecção aguda do nariz e garganta, causadas por vírus. O contágio pode se dar através de tosse, espirro ou contato pessoal com um doente. A baixa resistência do organismo pode predispor ao contágio.
Gripe
Também causada por vírus, a gripe é uma infecção mais grave do que o resfriado. Provoca dores musculares, tosse, corrimento nasal, dor de garganta, febre alta e inflamação das vias respiratórias. É contagiosa e dura em média de quatro a dez dias. Entre as complicações estão a bronquite e a pneumonia.
Laringite
Trata-se de uma inflamação da laringe, geralmente causada por vírus ou bactéria. Os sintomas são febre baixa ou moderada, rouquidão, tosse seca e dor de garganta.
Asma
Doença pulmonar cujos sintomas são chiado e dificuldade para respirar. Geralmente ocorre um estreitamento das vias respiratórias decorrentes da exposição ao fumo, poluentes, ar muito frio ou substâncias que causam alergia, como o pólen, certos alimentos, perfumes e outros.
Bronquite
Inflamação dos brônquios, com maior incidência no inverno. Os sintomas são tosse persistente com expectoração de catarro. Ocorre nas formas aguda ou crônica, sendo que a primeira surge repentinamente e tem curta duração. Os casos de bronquite crônica persistem durante anos. Os sintomas podem ser parecidos com os da asma.
Pneumonia
Doença aguda que pode atingir um ou ambos pulmões, que ficam inflamados. Causa febre, dificuldades para respirar, tosse com expectoração e dores no peito, palidez e comprometimento do estado geral. Geralmente é provocada por vírus ou bactérias.
Bronquiolite
Inflamação dos bronquíolos, de origem viral, apresenta-se com tosse, chiados e dificuldade respiratória. Os sintomas são parecidos com os da asma e acomete as crianças de baixa idade na maioria dos casos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CÂNCER NA TERCEIRA IDADE

Muitas pessoas têm medo de receber o diagnóstico de um câncer, pois ainda associam a doença a uma sentença de morte. Isso alonga o rastreamento e impossibilita o tratamento precoce. A OMS define um programa de ação efetiva contra o câncer baseada em quatro pilares: Prevenção, Diagnóstico Efetivo, Tratamento Efetivo e Cuidados Paliativos. Quanto mais precoce se diagnosticar, maiores as chances de cura ou controle. É importante que os pacientes mantenham uma boa performance do estado físico, nutricional, emocional e psicológico, o que é alcançado com os cuidados paliativos.

O ser humano, é um ser físico, emocional, social, psicológico, com crença religiosa ou não. E, toda essa essência, entra em desordem na presença de um câncer. A busca pela retomada do equilíbrio inclui o tratamento como a cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Tais tratamentos não são isentos de efeitos colaterais, o que pode causar desequilíbrio de outras partes do corpo. Os aspectos existenciais precisam ser valorizados. Não basta tratar o câncer, mas sim a pessoa. Na terceira idade, não acrescentamos dias à vida, mas sim vida aos dias.

A chegada da terceira idade - entenda-se por essa classificação pessoas com mais de 65 anos - tende a vir acompanhada com alguns problemas pertinentes ao envelhecimento do corpo. Nesta faixa etária, uma das doenças que tem sua incidência aumentada é o câncer, em diversos tipos. Somente em 2004, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) contabilizou 140.801 óbitos por câncer, dos quais 115.250 foram em pessoas com mais de 50 anos. Com a saúde muitas vezes fragilizada, até pela presença de outras doenças, a abordagem terapêutica no paciente idoso pode ser diferenciada. Mais uma vez, o diagnóstico precoce contribuiu para o sucesso do tratamento.

Depois dos 60 anos, os tipos de câncer mais freqüentes são: intestino, próstata, linfoma, mama e colo retal. Diante dessas informações, os especialistas defendem o que chamam de rastreamento.

Além da condução do tratamento ser diferenciada, e da necessidade de uma abordagem global, os idosos precisam de uma atenção especial num pós-operatório e também durante as terapias quimioterápicas. E, nesse ponto, entra uma especialidade da medicina chamada de medicina paliativa. Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) para o "Programa de Câncer na América Latina e Caribe" dizem que todos os pacientes devem receber cuidados paliativos. "Em pacientes com câncer na terceira idade, que geralmente apresentam outras doenças associadas, esses cuidados assumem papel de extrema importância, onde o controle dos sintomas, relacionados ao câncer ou ao seu tratamento, deve acontecer de forma impecável", explica Císio Brandão, diretor do departamento de Cuidados Paliativos do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

A qualidade de vida é o foco principal dessa especialidade. O objetivo é fazer com que o tratamento não seja mais agressivo que a própria doença. Os pacientes que passam por uma cirurgia de retirada de tumor, por exemplo, precisam de cuidados antecipatórios. Para o especialista do Hospital do Câncer, o impacto de receber o diagnóstico de um câncer ainda gera conflitos emocionais e a identificação dessas alterações precisam ser integradas ao tratamento total. Ele acredita que, identificando as necessidades dos pacientes e resolvendo-as de forma rápida e completa, a cirurgia correrá sem problemas. "Depois de um pré-operatório confortável, o paciente terá suporte para passar por um procedimento cirúrgico e um pós-operatório mais seguro, com mais qualidade de vida", orienta.
Contudo, a prevenção ainda é o fator mais importante. Todos os homens acima de 40 anos devem fazer o exame de próstata anualmente. As mulheres acima de 40 anos precisam fazer uma mamografia todos os anos e ir regularmente ao ginecologista. Infelizmente, não temos uma cultura preventiva. Ainda falta uma educação para a população saber da importância de idas regulares ao médico, principalmente o idoso. Na terceira idade qualquer doença pode representar um risco muito maior.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ARTRITE E ARTROSE



ARTRITE
O termo artrite é utilizado para definir uma alteração inflamatória que acomete a articulação. Qualquer pessoa seja um atleta profissional, um esportista de fim de semana ou mesmo um indivíduo mais idoso, quando submetido a determinados esforços mais intensos ou mesmo traumáticos, pode desenvolver um quadro inflamatório da articulação que, nesta fase aguda, recebera a denominação de artrite.
A artrite (inflamação da articulação) pode ser sintoma de inúmeras doenças, sendo sempre de vital importância o diagnóstico da doença que originou a inflamação. A artrite dos esportistas, como regra é traumática e deve ser diferenciada daquela das outras doenças reumatológicas, dos processos infecciosos, das doenças microcristalinas e, principalmente, da Artrite Reumatóide, esta sim uma doença específica.
Idosos que apresentam fraqueza muscular, anormalidades neurológicas ou algum tipo de deformidade nas articulações devem evitar exercícios excessivos que sobrecarreguem os membros, prevenindo, assim, o desenvolvimento ou avanço da doença. Exercícios de baixo impacto como natação e hidroginástica geralmente são os mais recomendados.

ARTROSE
A artrose, é a mais comum das doenças reumáticas, acomete tanto homens como mulheres e aumenta sua incidência com a idade. Também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. Ocorre tanto em homens como em mulheres, sendo a mais comum das doenças reumáticas. Mais de 70% das pessoas, acima de 70 anos, tem evidência radiográfica desta doença, mas apenas parte destas desenvolvem sintomas.
Na artrose ocorre o desgaste progressivo da cartilagem das "juntas" (articulações) e uma alteração óssea, os chamados "bicos de papagaio". Fatores hereditários e fatores mecânicos podem estar envolvidos no seu aparecimento.
No início a artrose pode não apresentar sintomas, sendo vista somente através de radiografias. A dor é o principal sintoma, que no início ocorre apenas com a movimentação da articulação afetada e melhora com o repouso, mas que progride para uma dor profunda até mesmo em repouso. Muitas vezes a dor é acompanhada de uma rigidez ao levantar-se pela manhã ou após longo período sentado. Pode ocorrer também diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos.
O tratamento da artrose inclui várias medidas que melhoram a qualidade de vida, como exercícios físicos, repouso, controle do peso e medicamentos para controle da dor.

domingo, 19 de junho de 2011

ANEMIA EM IDOSOS



A anemia, definida pela Organização Mundial de Saúde, como hemoglobina inferior a 12g/dL para mulheres adultas e inferior a 13g/dL para homens adultos (dado do hemograma), tem freqüência crescente com a idade. Na população idosa, a anemia tem sido considerada um problema de saúde pública, com impacto negativo na função cognitiva, capacidade funcional e qualidade de vida, e associada a aumento de hospitalizações e mortalidade, além de um fator de risco para doença cardiovascular.
A  anemia no idoso tem maior freqüência no sexo masculino e na idade superior a 85 anos. São sintomas freqüentes, relacionados à anemia: fadiga, fraqueza, diminuição da tolerabilidade a esforços físicos, falta de ar e desânimo. Alguns desses sintomas são inespecíficos e, por isso, equivocadamente atribuídos ao envelhecimento.
As causas mais freqüentes de anemia nos idosos são as perdas sanguíneas, as deficiências nutricionais e as anemias relacionadas às doenças crônicas. A anemia em idosos não deve ser aceita ou considerada como parte do processo normal de senescência, merecendo sempre investigação.

Existem vários tipos de anemia, sendo os mais freqüentes em idosos a anemia de doença crônica, seguida pela deficiência de ferro , por hemorragia e outras, como deficiência por B12, insuficiência renal ou leucemias. É importante ressaltar que a anemia é fator de risco para outras doenças, pois reflete somente o baixo nível de hemoglobina circulante.. Portanto, uma vez presente, é necessário realizar investigação para determinar qual a sua causa.
A anemia pode comprometer a qualidade de vida do indivíduo, que fica mais suscetível a infecções e quedas por apresentar instabilidade, imobilidade, fraqueza, além do prejuízo intelectual. Porém, em geral, a doença é assintomática no início, podendo acarretar palidez da pele, cansaço, indisposição, falta de ar, taquicardia, inchaço e até dor no toráx.
Uma dieta variável e equilibrada com verduras e legumes frescos e proteínas aliada ao controle rigoroso das doenças pode ajudar na prevenção da anemia. A anemia nos idosos preocupa por eles já apresentarem menor reserva funcional e, portanto, qualquer situação que exija mais do seu organismo pode levar a prejuízos irreversíveis.

domingo, 5 de junho de 2011

DOENÇAS DA VISÃO

Exames periódicos previnem doenças que complicam a vida do idoso


Muitas vezes, notamos que as pessoas de mais idade abandonam as atividades comuns do dia-a-dia. Um número considerável delas o faz devido a uma perda gradativa da visão.
Se a baixa visão compromete a autonomia do indivíduo, ela conseqüentemente prejudica sua qualidade de vida. O idoso que enxerga mal tem dificuldades nas tarefas diárias, como cozinhar, ler, assistir televisão, ir a cinema, pegar ônibus e muitos que ainda trabalham, terão menor rendimento ou mesmo deixar de exercer suas atividades.
Também aumentam os riscos de queda, atropelamento, uso trocado de medicação ou dosagem errada, resultando em complicações importantes. Muitas vezes a baixa visão acarreta o isolamento e a depressão, afastando o indivíduo do convívio social .
Algumas doenças dos olhos são mais freqüentes em idades mais avançadas, como o glaucoma e a catarata. São doenças crônicas que podem levar à cegueira, se não forem tratadas a tempo.
CATARATA: embaçamento do cristalino, provocado pela idade, reduzindo a visão periférica, principalmente na parte da noite. Como os raios luminosos não conseguem atingir plenamente a retina onde se situam os receptores fotossensíveis, o portador de catarata tem dificuldade para enxergar com nitidez. No início da lesão, a pessoa vê como se estivesse com a lente dos óculos embaçada ou com uma névoa diante dos olhos. Com a evolução do quadro, porém, passa a enxergar apenas vultos.

GLAUCOMA:  é uma alteração em que a pressão do líquido que preenche o globo ocular está anormalmente aumentada, além do que o olho pode tolerar. Quando essa pressão, chamada tensão intra-ocular, é maior do que o normal, aumenta consideravelmente o risco de que ocasione danos aos olhos.
O glaucoma é causado pelo acúmulo do líquido, chamado humor aquoso, que circula no interior do olho. Esse acúmulo se produz ou devido ao aumento da formação do líquido ou pela obstrução do conduto pelo qual normalmente esse líquido sai do olho. Desta forma, como continua sendo produzido o líquido, a pressão intra-ocular vai aumentando progressivamente. As pessoas que têm maior risco de sofrer de glaucoma são as diabéticas e as com familiares portadores de glaucoma. Essas pessoas devem fazer exame ocular com regularidade. Embora não se possa curar, na maioria dos casos o glaucoma pode ser controlado satisfatoriamente mediante tratamento apropriado. A perseverança do tratamento é fundamental para se evitar a deterioração da visão, que fatalmente ocorrerá naqueles que não se cuidarem adequadamente.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DOENÇA DE PARKINSON

Uma das vítimas ilustres do Mal de Parkinson
O mal de Parkinson, também chamada de doença de Parkinson, ou simplesmente Parkinson, é uma doença do sistema nervoso central que afeta a capacidade do cérebro de controlar nossos movimentos.
 É uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que acomete em geral pessoas idosas. A enfermidade age nas células do cérebro que produzem a substância condutora dos estímulos nervosos, a dopamina. A falta ou diminuição desta substância afeta os movimentos dos pacientes, causando tremores, lentidão, rigidez muscular, desequilíbrio, alterações na fala e na escrita. O tremor, apesar de ser o fator que mais leva as pessoas a procurarem o médico, é o menos preocupante deles. Já a lentidão é o sintoma mais incapacitante da doença, junto com a rigidez muscular, que reduz a mobilidade. Entretanto, também podem ocorrer outros sintomas, como depressão, alterações do sono, diminuição da memória e distúrbios do sistema nervoso autônomo. .
Os sintomas da doença de Parkinson só surgem quando cerca de 80% dos neurônios encontram-se destruídos. O porque desta destruição ainda é desconhecido, o que faz com que o mal de Parkinson seja considerada uma doença idiopática, ou seja, sem causa definida. Entretanto, alguns fatores de risco já foram identificados:

- Idade: a doença de Parkinson é um enfermidade tipicamente de pessoas idosas, iniciando-se normalmente ao redor dos 60 anos de idade. É raro encontrar pacientes com mal de Parkinson antes dos 40 anos.
- História familiar: familiares de pacientes com Parkinson têm maior risco de desenvolver a doença
- Sexo Masculino: o mal de Parkinson é mais comum em homens que em mulheres
- Traumas no crânio: isolados ou repetitivos, como nos lutadores de boxe, podem lesar os neurônios dopaminérgicos.
- Contato com agrotóxicos: certas substâncias químicas podem causar lesões neurológicas que levam ao Parkinson.
O diagnóstico precoce e o tratamento correto ainda são as melhores maneiras de controlar os sintomas motores e permitir que o paciente mantenha-se ativo e preserve sua qualidade de vida.
Os sinais e sintomas do mal de Parkinson podem ser divididos em 2 categorias: motores e não-motores

1.) Sintomas motores :
- Tremores
- Bradicinesia: significa movimentos lentificados.
- Rigidez
- Instabilidade postural
Outros sintomas comuns do mal de Parkinson:
- Perda expressão facial (expressão apática)
- Redução do piscar dos olhos
- Alterações no discurso
- Aumento da salivação
- Visão borrada
- Micrografia (caligrafia altera-se e as letras tornam-se pequenas)
- Incontinência urinária

2.) Sintomas não-motores do mal de Parkinson

Além de todas as alterações motoras, os pacientes com doença de Parkinson também podem desenvolver alterações neurológicas como demência, alterações do sono, depressão, ansiedade, memória fraca, alucinações, psicose, perda do olfato, constipação intestinal, dificuldades para urinar, impotência sexual, raciocínio lentificado e apatia.

Não há cura para o mal de Parkinson, porém, os tratamentos atuais são bastante efetivos no controle dos sintomas.
Alem do tratamento medicamentoso, a prática de exercícios regulares é importante para retardar os sintomas motores da doença.
Os especialistas lembram que a doença não leva à morte, não afeta outros órgãos, não é hereditária nem contagiosa. No entanto, é crônica, progressiva, pode e deve ser tratada.

terça-feira, 17 de maio de 2011

OS CUIDADOS QUE O CUIDADOR DEVE TER NO TRATO COM O IDOSO (5)

Quanto mais medicamento, maior a possibilidade de erro
PARTE 5 - MEDICAÇÃO

As medicações são usadas não só no tratamento de doenças ou incapacidades, mas também na prevenção de certas doenças, no alívio da dor e do sofrimento, permitindo que pessoas em estado terminal possam viver com mais dignidade e menos sofrimento.
Os pacientes idosos usam em média três a quatro tipos diferentes de medicamentos ao dia, em horários diversos. Sabe-se também que quanto maior o número de medicamentos utilizados, maior a chance de erro na sua administração, seja na dose, no horário ou no tipo de medicação. Isso pode acontecer tanto por parte do idoso, na auto-administração da medicação, quanto por parte do cuidador, que pode estar sobrecarregado com outras tarefas.
O uso incorreto de medicações entre os idosos é uma importante causa de internações, e até mesmo de morte. Estudos mostram que menos de 30% dos idosos usam suas medicações corretamente.
A atenção com o idoso dementado deve ser redobrada pelo cuidador, pois se trata de uma pessoa que não preserva suas capacidades funcionais, entre elas a habilidade e a memória necessárias para a auto-administração de medicamentos.
Muitos cuidadores de pessoas com a doença de Alzheimer ou outros tipos de demência relatam problemas para administrar a dose certa no horário correto a esses pacientes.
As mudanças que ocorrem com o envelhecimento e as incapacidades fazem com que as pessoas sofram mais facilmente problemas relacionados às medicações. Contudo, esses problemas podem ser prevenidos na maioria das vezes, desempenhando o cuidador papel fundamental nesta prevenção, ajudando a identificar quando um determinado problema pode estar relacionado a alguma medicação em especial.
Na tentativa de evitar problemas maiores e de promover o uso correto das medicações, algumas medidas são sugeridas:
- coloque os medicamentos em uma caixa com tampa, tomando o cuidado de usar caixas diferentes para medicamentos via oral, para material de curativo e material/medicamentos para inalação.;
- converse com o médico sobre a possibilidade de dividir as medicações em horários padronizados como: café-da-manhã, almoço e jantar. Evitar sempre que possível medicações durante a madrugada.
- mantenha os medicamentos em lugar seguro.
- deixe apenas a última receita médica junto a caixa de medicamentos.
- se o idoso apresentar dificuldades para engolir comprimidos, ver possibilidade de dissolvê-lo em água ou suco, ou mesmo macerar e misturar na comida.
- separar a medicação em potinhos com os devidos horários escritos no mesmo, com antecedência para evitar confusão.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Idosos: o que fazer?

Este blog esta sendo inaugurado com a intenção de servir como apoio aqueles que tem idosos em casa, saudáveis ou enfermos, e tem mais duvidas do que certezas na maneira de como lidar com eles tendo, às vezes, a necessidade de se ausentar e repassar o problema a alguém como substituto nos cuidados.

Aqui neste blog, vou descrever bem a função do cuidador ou acompanhante - que muitas vezes faz tão bem o seu papel - que a família pode assim se dedicar as atribuladas rotinas da vida moderna sem uma preocupação maior quanto ao idoso, do ponto de vista das ações práticas do dia a dia.

Converso com muitas pessoas  que tem idosos em casa, que narram os exaustivos cuidados que precisam ter e o sentimento de culpa quando pensam em chamar uma pessoa para exercer esse papel. E há também um aumento desse sentimento quando chegam a pensar em coloca-los em Asilos ou Pousadas para Idosos. Lembro a todos que cada caso é um caso diferente, pois existem situações perfeitamente aceitáveis e outras em que o idoso é portador de enfermidades geradoras de comportamentos que não permitem uma convivência social. Exemplo disso são os  portadores de Alzheimer ou Esquizofrenia, principalmente nos estágios mais graves.
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Estatisticamente falando, são mulheres (esposas, filhas ou netas) que cuidam do idoso. Quando são muitos os membros da família disponíveis é ótimo, mas quando se limita a um ou dois, torna-se muito cansativo, tanto emocionalmente quanto fisicamente. Isso pode ser extremamente danoso para as relações no contexto do lar. Ninguém se torna melhor ou pior ao delegar poderes a outrem, principalmente na contratação de um cuidador profissional de idosos. Não delegamos nossos filhos as professoras? As babás? Aos motoristas?....é bem parecido, não acha?

Espero que gostem e que participem para juntos crescermos no que diz respeito ao cuidado com o idoso, pois embora seja um tema apaixonante, poucos são os que se apaixonam e muitos são os que precisam realizar essa atividade, e o fazem sem ter uma dimensão maior da mesma.

Cristina
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