sábado, 11 de fevereiro de 2012

MAUS TRATOS CONTRA IDOSOS




Aposto que muitos cuidadores e familiares estão se perguntando como alguém pode praticar atos que possam resultar em maus tratos para com os idosos! Infelizmente, maus tratos em idosos podem ser mais comuns do que se possa imaginar. E o que é mais dramático: os principais causadores dos maus tratos estão dentro de casa, das instituições asilares ou dos hospitais.
Maus tratos é todo ato, único ou repetitivo, ou até omissão velada, que pode acontecer com a pessoa idosa, onde ocorre dano ou incômodo. Atualmente, uma das formas mais comuns é o abuso financeiro ao idoso. Explico: é exploração imprópria e ilegal ou uso não consentido de seus recursos financeiros. È o uso ilegal e indevido, apropriação indébita da propriedade e dos bens financeiros, falsificação de documentos jurídicos, negação do direito de acesso e controle dos bens, administração indevida do cartão do segurado do INSS. Um fato muito comum é o empréstimo por consignação que é descontado do benefício do INSS. Muitos avôs e avós são obrigados a fazer empréstimos vultuosos, para seus netos e filhos, comprometendo bastante o orçamento familiar.
O abuso psicológico, a violência psicológica e a violência física são os retratos mais tristes e inaceitáveis de maus tratos na terceira idade. O mais aterrador é que o principal agressor é, na maioria das vezes, um familiar! Mandar calar a boca, gritar e ameaçar são alguns dos exemplos de violência psicológica. Já a violência física pode ser expressada tanto pela agressão propriamente dita, como pelo abuso sexual ou pela violência do marido, também idoso.
O descuido (do verbo descuidar: deixar de cuidar) e a negligência também são formas de maltratar os idosos. É a falta ou o esquecimento em providenciar os cuidados vitais ao idoso dependente, tais como a alimentação, os medicamentos, a higiene, a moradia e a proteção econômica devida. Também envolve situações em que não se permita que outras pessoas providenciem os cuidados devidos aos idosos dependentes.
Onde pode ocorrer os maus tratos?
• • Na casa do próprio idoso
• • Na casa do cuidador
• • Na comunidade em que reside
• • Nas instituições de longa permanência
• • Nos hospitais
Muitas vezes pode acontecer por um gesto impensado, mas também há casos  de ações premeditadas de agredir sistematicamente o idoso. Algumas outras causas, dentro de casa, que podem gerar os maus tratos:
• • Relação desgastada na família
• • Cansaço excessivo do cuidador
• • Incapacidade do cuidador de oferecer cuidado adequado
Nas instituições de longa permanência, os maus tratos ocorrem quando há uma administração deficiente, com capacitação inadequada do pessoal, supervisão de enfermagem deficiente e número insuficiente de pessoal . Para o nosso familiar e cuidador que está lendo estas dicas, oferecemos algumas dicas para ajudar a evitar que isto aconteça em sua casa:
• • Em primeiro lugar, reconhecer que o idoso dependente também é cidadão e tem assegurados todos os seus direitos pelo Estatuto do Idoso.
• • Entender que maus tratos existem!
• • Aprender e buscar ajuda para melhorar o cuidado, dividindo-o com outras pessoas.
• • Sempre refletir diariamente sobre seus atos ao cuidar do idoso dependente, procurando alguma falha que esteja ocorrendo, e que no futuro, possa evoluir para uma situação de maus tratos.
• • Denunciar maus tratos, seja em casa ou na comunidade.
• • Procurar as redes de apoio existentes em sua cidade ou estado, tipo conselhos municipais de idosos, ouvidoria do município, delegacia ou promotoria.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SUIÇA CRIA CIDADE RETRÔ PARA TRATAR ALZHEIMER


Haute-Argovie de Wiedlisbach

Roberta Namour – correspondente do 247 em Paris – Em alguns meses, o famoso hospício suíço de Haute-Argovie de Wiedlisbach vai se transformar numa cidade inspirada nos anos 50. Baseado em um modelo holandês, uma empresa decidiu construir uma atmosfera retro para pacientes com Alzheimer que costumam ter falhas de memória recente, mas guardam lembranças mais claras do passado. A abordagem tem sido questionada por alguns especialistas.

Os críticos apelidaram o lugar de « Demênciacity ». Mas a Suíça não parece se importar com isso e mantém sua ideia focada em ajudar desta forma idosos que sofrem também de outras doenças neurodegenerativas.

O empresário suíço Markus Vögtlin investiu 20 milhões de euros na construção desse complexo, que será instalado na cidade de Wiedlisbach, perto de Berna. Hospedagem e cuidados médicos são previstos para receber 150 pacientes idosos que sofrem do problema, divididos em 23 edifícios com decoração dos anos 50.

Os idealizadores do projeto garantem que as portas da « cidade » não serão mantidas fechadas e os moradores poderão circular livremente. Para a diretora da Associação de Alzheimer da Suíça, Birgitta Martensson, esse é um dos pontos mais positivos dessa experiência. "Poder gerenciar suas próprias atividades diárias motiva e mantém as suas capacidades remanescentes. Isso resulta em menos frustração, menos estresse e menos trabalho para os cuidadores", explicou.

Para reforçar o clima de normalidade, os funcionários vão se vestir como jardineiros, cabeleireiros ou comerciantes. Única restrição: os habitantes de Wiedlisbach não serão autorizados a deixar a aldeia.

A abordagem foi inspirada num projeto inovador, mas controverso, no campo psicogeriátrico, da Holanda. Uma casa de repouso de Hogewey para pessoas com demência foi criada nos arredores de Amesterdã, em 2009. Os moradores pagam 5 mil euros por mês para viver em um mundo de ilusões.

Markus Vögtlin visitou Hogewey antes de lançar seu projeto. "As pessoas com Alzheimer podem se tornar agitadas e agressivas, mas em Hogewey, eles parecem relaxadas e felizes", relatou.

Assim como no resto da Europa, a Suíça pena a vencer a crescente população com doenças neurodegenerativas. No país, acredita-se que existam mais de 100 mil idosos com transtornos mentais e este número deve dobrar nos próximos vinte anos. A medida certamente ainda causará muita polêmica, mas ao menos é uma tentativa de proporcionar uma vida mais adequada a pessoas que já não se encaixam mais na sociedade atual.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Alzheimer: americanos descobrem como ele se espalha


 Experimentos revelam processo infeccioso entre neurônios e muda tratamento da doença

Pesquisadores de duas universidades americanas, Columbia e Harvard, conduziram experiências independentes e paralelas, chegando a uma descoberta surpreendente: o que desencadeia a propagação do mal de Alzheimer no cérebro é uma infecção que se espalha entre neurônios. Os dois experimentos foram feitos com cobaias de laboratório e, ao invés de vírus ou bactérias, os cientistas propagaram pelo cérebro uma proteína conhecida como Tau, que é uma proteína com estrutura distorcida.

A descoberta surpreendente responde a uma pergunta de longa data para as pesquisas médicas e tem implicações imediatas para os tratamentos que hoje estão em desenvolvimento. Os pesquisadores acreditam que outras doenças cerebrais degenerativas, como mal de Parkinson, podem se espalhar de uma forma similar.

Há muito tempo, pesquisadores de Alzheimer sabem que entre os primeiros sintomas do Alzheimer está o surgimento de células cheias da proteína Tau em uma pequena área do cérebro onde as memórias são esculpidas e armazenadas. A doença então se move lentamente para além desta pequena área, para regiões maiores do cérebro, que envolvem memória e raciocínio.

Mas, por mais de um quarto de século, os pesquisadores foram incapazes de decidir entre duas explicações sobre como esta mudança de área poderia ocorrer. Uma das hipóteses é a de que a propagação resulta de a doença ser transmitida de um neurônio para outro, talvez ao longo dos caminhos que as células nervosas usam para se comunicar umas com as outras. A outra hipótese é a de que algumas áreas do cérebro são mais resistentes do que outras e resistem à propagação da doença por mais tempo.

Os novos estudos podem dar uma resposta a este dilema. Eles indicam que é possível produzir uma interrupção da propagação do mal de Alzheimer no cérebro, impedindo a transmissão de uma célula a célula, talvez por meio de um anticorpo que bloqueia o complexo proteico Tau.

Os estudos, feitos de forma independente por pesquisadores das universidades de Columbia e Harvard, envolveu ratos geneticamente modificados, nos quais foram injetadas proteínas humanas do tipo Tau, predominantemente na região entorrinal do córtex cerebral, um pedaço de tecido que se localiza atrás das orelhas e onde as primeiras células começam a morrer quando a pessoa apresenta os primeiros sintomas da doença de Alzheimer. Como era esperado pelos cientistas, as células do córtex entorrinal dos ratos começaram a morrer.
Numa segunda fase, a morte celular e a destruição de neurônios espalharam-se para fora desta área, para outras células neuronais, ao longo da mesma rede. Uma vez que essas outras células não poderiam produzir a proteína humana Tau, a única explicação para o surgimento de proteínas distorcidas do tipo Tau seria a transmissão de uma célula nervosa para outra célula nervosa.

E isso, segundo o neurologista Samuel E. Gandy, diretor associado de pesquisa do Alzheimer Disease Center, em Mount Sinai, instituto de pesquisa pertencente à Escola de Medicina em Nova York, foi "muito inesperado, muito intrigante."

Embora os estudos ainda estejam em estágio muito inicial, com experimentos em camundongos, os pesquisadores dizem esperar que o mesmo fenômeno ocorra em seres humanos, porque os ratos tinham implantado em seu organismo um gene tau humano e a onda progressiva de morte celular também acontece em pessoas com doença de Alzheimer.
O estudo realizado pelos pesquisadores Karen Duff e Scott A. Small Jr, e seus colegas do Instituto Taub para a Pesquisa sobre Doença de Alzheimer e Envelhecimento do Cérebro, na Universidade de Columbia, foi publicado na quarta-feira na revista “PLoS One”. O outro, pelo Dr. Bradley T. Hyman, diretor de Pesquisa do Mal de Alzheimer Center em Massachusetts General Hospital, e seus colegas, vai publicada na revista “Neuron”. Ambos os grupos de pesquisadores foram inspirados pelas observações, ao longo dos anos, de que o Alzheimer começa no córtex entorrinal e depois se espalha.

Mas, disse o Dr. Small, "o que queremos dizer com 'espalha-se'?"

Pesquisadores sabem que algo desencadeia a doença de Alzheimer. O candidato mais provável era uma proteína conhecida como beta-amilóide, que se acumula no cérebro de pacientes com a doença, formando placas rígidas. Mas a proteína beta-amilóide é muito diferente do complexo proteico Tau. Ela é secretada e fica em aglomerados fora das células. Embora os pesquisadores tenham procurado, eles nunca viram evidências de que a beta-amilóide se espalhe de célula para célula em uma rede.

Ainda assim, a doença cria amilóides, o que equivale a um bairro ruim em regiões de memória do cérebro. Em seguida, vem a proteína Tau _ que alguns pesquisadores chamam de "carrasco" _ acumulando-se dentro das células e mata os neurônios. Como algumas células demoram mais que outras para sucumbir à má vizinhança, isso explicaria a propagação da doença no cérebro, e não haveria necessidade de culpar algo estranho, como a propagação da proteína Tau, de célula para célula.

Estudos em humanos, porém, não determinaram se essa hipótese estava correta. Autópsias e exames de imagem cerebral foram "indiretos e inconclusivos", segundo Small. Observar o cérebro de pessoas que morreram com a doença, de acordo com o Dr. Duff, é como olhar para um carro destruído e tentar descobrir o motivo do acidente. Freios com defeito? Barra de direção quebrada?

A questão de qual hipótese estava correta _ a da proteína Tau espalhando-se de célula para celular, ou a de uma região danificada no cérebro por causa de células nervosas com diferentes vulnerabilidades _ ficou sem resposta. O doutor Hyman tentou por 25 anos encontrar uma boa maneira de enfrentar o dilema. Uma de suas idéias era encontrar um paciente com uma lesão vascular cerebral, e outro que houvesse segmentado o córtex entorrinal do resto do cérebro em consequência da doença. Se o paciente tivesse desenvolvido a doença de Alzheimer no córtex entorrinal _ e mantido a doença contida nesta região _ ele teria provas de que a doença se espalha apenas como uma infecção. Mas nunca encontrou tais pacientes.

A solução veio quando os pesquisadores foram capazes de desenvolver camundongos geneticamente modificados que expressam a proteína Tau humana anormal, mas apenas em seus córtex entorrinal. Aqueles ratos haviam oferecido a maneira mais clara para conseguir uma resposta, de acordo com John Hardy, um pesquisador de Alzheimer da London College University, que não estava envolvido em um dos novos estudos.

Há uma outra vantagem, também, segundo o Dr. Hyman. Os ratos deram ao pesquisadores uma ferramenta para testar maneiras de bloquear a disseminação da Tau. Ele foi incisivo: "É uma das coisas sobre as quais estamos animados."

Se a Tau se espalha de neurônio para neurônio, diz o Dr. Hardy, pode ser necessário para bloquear a produção de beta-amilóide, o que parece levar a propagação do mal de Alzheimer a um impasse. Ele e outros cientistas também estão perguntando se outras doenças degenerativas espalham-se através do cérebro porque as proteínas passam de célula nervosa a célula nervosa.

O doutor Hardy acredita ter evidências de que o mesmo pode acontecer na doença de Parkinson. Dois pacientes de Parkinson tratados tiveram implantadas no cérebro células neuronais fetais para substituir neurônios mortos e moribundos. Quando os pacientes morreram, anos mais tarde, as autópsias mostraram que eles ainda tinham as células fetais, mas tinham bolas que continham uma proteína do mal de Parkinson, a sinucleína. A maneira mais óbvia de explicar o que ocorreu, segundo os pesquisadores, é verificar se a proteína tóxica se espalhou a partir de células doentes do paciente para as células saudáveis fetais. Mas eles não podem descartar a hipótese de má-vizinhança. Agora, segundo o doutor Hardy, a questão da disseminação do Alzheimer pode estar resolvida.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/americanos-descobrem-como-mal-de-alzheimer-se-espalha-3860504#ixzz1lKG9vXF2 
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CÃES VOLUNTÁRIOS VISITAM IDOSOS


Cães-voluntários trabalhando


   Alertar para a importância da terapia canina é o objetivo de algumas ONGS . A iniciativa leva às instituições filantrópicas e abrigos exercícios em que o paciente interage com o animal, o que contribui para seu bem-estar.
   Ser voluntário é doar tempo, trabalho e talento social, e dessa forma contribuir para melhorar a qualidade de vida da comunidade. Isso significa que qualquer um pode ser voluntário.
   Cada vez mais um número maior de cães têm doado parte de seu tempo para ajudar no tratamento e recuperação de pessoas debilitadas. Na Ong OBIHACC (organização Brasileira de interação, Homem-Animal Cão Coração), que desenvolve o projeto “Cão do Idoso “, os cães-voluntários já chegam a 72. “O projeto tem por objetivo desenvolver atividade e Terapia Assistidas por Animais, melhorando a qualidade de vida, o bem-estar e a socialização dos idosos”, explica Silvana Braga, coordenadora do projeto.
   Neste projeto, os cães realizam visitas semanais a casas de repouso e abrigos, sempre acompanhados por seus donos, que também são voluntários na ONG. As visitas são desenvolvidas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, no qual veterinários, psicólogos, fisioterapeutas, adestradores e fonoaudiólogos desenvolvem atividades lúdicas,a partir de uma abordagem construtivista que estimula o exercício mental, físico e social dos idosos.
   Uma vez por semana o lar de idosos Vivência Feliz, em São Paulo, se prepara para receber os cães-voluntários. A participação dos idosos nas atividades não é obrigatória, conforme revela Joaquim Carlos de Barros, vice-presidente da instituição, no entanto a adesão é da maioria. “Os voluntários do Cão do idoso têm total autonomia no Lar, pois a dedicação e o comprometimento deles é comovente. Só entende a importância deste trabalho quem está envolvido”. atesta. E histórias não faltam para confirmar. “temos no asilo uma senhora com um grave quadro de depressão, que no dia-a-dia quase não interage com os funcionários, não corresponde, mas na presença dos cães ela reage, e no resto do dia sente-se capaz de fazer outras atividades sozinha”.
   Pioneira na pesquisa das relações afetivas entre pacientes e animais, aos quais chamava de co-terapeutas, a psiquiatra Nise da Silveira introduziu os animais em seus trabalhos com os esquizofrênicos na década de 50. Atualmente, a Terapia Assistida por Animais, ou Pet terapia, como também é conhecida, já tem seus benefícios comprovados pela ciência.
Diminuição da pressão sanguínea e cardíaca, melhora do sistema imunológico, da capacidade motora e aumento da auto-estima são apenas alguns deles. Também estimula a interação social e tem uma ação calmante e antidepressiva, o que resulta, em alguns casos, na redução da quantidade de medicamentos.
   No Centro de Medicina do idoso do Hospital Universitário de Brasília, cachorros já auxiliaram no tratamento dos pacientes com Mal de Alzheimer. O trabalho voluntário, desenvolvido por três veterinárias, foi recebido com entusiasmo pelo geriatra Renato Maia, diretor da unidade. “As técnicas aplicadas ajudam os pacientes a ativar a memória recente, a mais afetada pela doença”, certifica Maia. Como era de se esperar, a princípio a proposta de terapia com cães-voluntários causou surpresa no ambiente hospitalar, mas em pouco tempo a desconfiança cedeu lugar ao otimismo,devido os excelentes resultados obtidos. A melhora também foi percebida pelos parentes dos pacientes submetidos á terapia, que reconheceram melhora no humor, maior disposição destes em se submeter aos tratamentos contra a doença, além de aumento no interesse em participar das tarefas domésticas.
   Mas para que o voluntariado com animais possa ser realizado, preservando tanto o bem-estar do animal como dos assistidos, alguns cuidados são fundamentais, afinal nem todo cão está apto a realizar a atividade, apenas pelo fato de ser dócil. O controle sanitário deve ser rígido, com revisão veterinária uma vez por mês. Os cães devem comparecer limpos, em geral com banho tomado na véspera da visita. Também devem ser mantidos na guia pela veterinária, e identificados com coletes como cães-voluntários.
   “Todos os animais que participam da Ong passam por rigorosos testes de comportamento, obediência, socialização e aptidão; para isso nossos profissionais da área comportamental se dedicam a esta avaliação, feita periodicamente, para diminuir quaisquer riscos e comportamentos indesejados que possam interferir na ação”, assegura Silvana Braga. Na OBIHACC, apenas os cães citados na “Lei da Focinheira” não participam do projeto. (A lei estadual nº 11.531, de 11 de novembro de 2003, estabelece que cães das raças mastim napolitano, pit bull e rottweiller, além de outras especificadas em regulamento posterior, deverão ser conduzidos com coleira, guia curta, enforcador e focinheira).
   Engana-se quem pensa que apenas os humanos sejam beneficiados. Por participarem ativamente do processo, os animais melhoram o seu convívio social e emocional, pois existe uma troca dialética entre o cão e o assistido. Mas para que os cães-terapeutas também não fiquem estressados, o tempo das atividades é limitado, e dura em média 60 minutos. As atividades com cães são recomendadas na assistência a crianças e idosos, como companheiro, promotor de bem-estar, e até mesmo em processos terapêuticos mais complexos, como no tratamento para o Mal de Alzheimer. O papel de um facilitador para um procedimento terapêutico formal, podendo ser uma ponte entre profissional e paciente. E como em todo trabalho de voluntariado, é importante também o comprometimento do proprietário do animal, pois este funciona como um elemento a mais na atenção ao assistido.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Idosos e Crianças, uma interação fundamental



Parabéns às escolas que mantém atividades como levar seus alunos para visitarem idosos em asilos. Isso tem um grande valor na educação desta criança/adolescente. Seja para realizar a doação de materiais de higiene e alimentos, seja para lanchar com os idosos, cantar, jogar, esta socialização é importante  para ambas as partes e só faz bem.

A atividade de caráter solidário, propicia o desenvolvimento dos estudantes através da realização de boas ações.Os momentos com os idosos são de alegria e carinho. A visita proporciona novas experiências aos alunos.

Todos os idosos percebem, do seu jeito, o que esta acontecendo. Uma criança chama atenção por lembrar um neto, faz bater a saudade de quando os filhos eram crianças e por ai vai. A maioria ama crianças e quando elas os visitam, fazem com que todos fiquem emocionados.

Quando os idosos atravessam momentos menos favoráveis, as visitas, os sorrisos e a energia das crianças assume uma importância inestimável.

A reação e resposta dos idosos é sempre gratificante, de alegria, satisfação e vibrações de amor, que somente podem ser emanadas quando existe pureza das intenções.

O objetivo desta iniciativa é passar para as crianças o respeito que devem ter por todas as pessoas, principalmente os idosos, sabendo que o tempo passa e que todos, muito provavelmente, passarão por esta etapa. Dá também a noção de o quão importante é valorizar os pais, avós e demais pessoas. Também valorizam a percepção sobre o nosso comportamento e modo de ser, que vai refletir em todos que estão ao redor quando a velhice chegar, podendo contar com uma mão amiga, uma palavra de auxílio, que nesta fase faz toda a diferença. A solidão dói demais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

VALORIZAÇÃO DO IDOSO





   Educar é o prolongamento do ato de gerar. É na família que a criança cresce segura e respeitada. É ali que ela experimenta o amor, crescendo feliz e equilibrada. Na família, também, a vida é protegida durante a fase da velhice. Sem uma família que o ampare, o idoso não tem condições de viver bem e gozar de alguma saúde.
   Na velhice, todas as faculdades físicas enfraquecem. Os olhos já não enxergam como antes, os passos agora são lentos e muitas vezes precisam do apoio de bengalas, os ouvidos já não ouvem bem, os dentes já não são fortes como antes, os braços já não podem fazer força, o corpo dói com facilidade porque os músculos são frágeis e todos os órgãos já estão cansados. Facilmente, a doença se instala.
   É lamentável que muitas pessoas só percebam e respeitem essa realidade quando elas próprias chegam à velhice. Quando jovens e ágeis, não percebem a fragilidade do ancião e não lhes dão a devida atenção.
    Devemos refletir mais sobre isso. Os idosos de hoje foram aqueles que construíram o mundo até aqui. Agora, não podendo contar com o mesmo vigor de antes, acabam dependendo dos cuidados dos mais jovens. É justamente nessa hora que a família tem a possibilidade de retribuir ao idoso tudo o que ele fez antes, ajudando-o sempre que necessário, amparando-o.
   Dizem que um pai é capaz de criar dez filhos, mas, às vezes, esses dez filhos depois não são capazes de cuidar desse pai. Quantos pais estão dolorosamente abandonados na solidão de um quarto, ou, quem sabe, em um asilo? Muitas vezes, a solidão é mais fatal do que a doença. De muitos olhos cansados correm lágrimas de tristeza e de saudade dos seus.
   Não basta dar aos velhos um lugar para viver, se for para ficarem longe de suas famílias. É preciso mais. É indispensável o calor do lar, a companhia dos filhos e dos netos que também ajudou a criar. Nessa hora é que a gente enxerga a verdadeira família.
   Quem de nós não quer ter vida longa sobre a terra? Quem de nós não quer ser feliz nesta vida?
   São muitos os méritos do bom filho, àquele que cuida bem dos seus pais, especialmente quando eles já estão no final da vida. Muitos filhos, nas atribulações do dia-a-dia, acabam se esquecendo dos pais idosos, faltando-lhes o carinho, a companhia e o sustento. Sabemos que é difícil cuidar dos velhos doentes, às vezes ranzinzas. Mas é nesta hora, sobretudo, que se prova o amor dos filhos por eles.
   Se a nossa caridade para com os outros irmãos não é esquecida por Deus, quanto mais a caridade para com nossos pais. Uma boa maneira de ajudar o idoso a viver bem é dar-lhe a oportunidade de trabalhar dentro de suas possibilidades. Se o seu corpo agora é fraco, no entanto a sua experiência é valiosa, a sua sabedoria é grande. Saibamos beber nesta fonte de graça.

domingo, 8 de janeiro de 2012

CÂNCER DE PRÓSTATA


A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Fatores de risco 

Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. Quanto mais jovem o homem em quem o câncer for detectado, maior a probabilidade de haver um componente hereditário.

Sintomas de Câncer de próstata

Sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinjam um tamanho considerável.
Diagnóstico de Câncer de próstata
Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.
O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75-80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.
Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares

Prevenção 

Alguns médicos recomendam a realização do toque retal e da dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames. Não existem evidências de que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens que não apresentem sintomas diminua a mortalidade por câncer de próstata.

Manter uma alimentação saudável, não fumar, ser fisicamente ativo e visitar regularmente o médico contribuem para a melhoria da saúde em geral e podem ajudar na prevenção deste câncer.

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